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sexta-feira

Livre arbítreo. Será mesmo que existe???

Qualquer um de nós é consciente da falta de oportunidade de emprego no Brasil. Porém, qualquer um de nós, quando em emprego que exige cumprir ordens absurdas, deveria ter o bom senso de exercitar o livre arbítrio, protestar, pegar o boné e partir "pra" outra.
Não há, no meu entender, argumento que justifique o cumprimento do absurdo.
Como também não pode haver insubordinação, o ético seria dizer: "Isto eu não cumpro, estou indo embora, deixando aos acéfalos a oportunidade de executarem legislações que contrariam a dignidade humana e os princípios para os quais o Estado foi criado".

Neste país parece que só existe Governo em todos os aspectos. O povo, o indivíduo, a pessoa, o cidadão em qualquer das suas conceituações, é um mero fornecedor dos recursos financeiros e materiais que a estrutura estatal necessita para se manter. Não importa o preço que o cidadão pague.
O importante é que pague. Se faltar alimento para os filhos, dinheiro para a saúde, para saldar as contas de água, luz, aluguel, educação, vestuário, transporte, não importa. O importante, repito, é que o cidadão pague ao Estado.

Em minha cidade, estão autuando pequenos comerciantes que trabalham na informalidade por não terem condições de se tornarem formais e que tem na atividade que exercem o único meio de obterem diariamente de quatro a cinco reais para parte das despesas da família.
Temo que chegará o dia em que os papeleiros deste país estarão frente aos juízes e promotores respondendo por sonegarem impostos e falta de cuidados com o meio ambiente.

Quem viver, verá!

3 comentários:

blogdocatarino.com disse...

Diante do risco de perder o emprego e vir a ter dificuldades financeiras as pessoas acabam não usando seu livre arbítreo.
Só funciona para quem tem uma boa situação econômica.

myra disse...

na vida tem que arriscar!! assim quem sabe as coisas poderiam, um dia, mudar para bem de todos,
myra

Francisco Amado disse...

Primeiro vem a capacidade de raciocinar por sim mesmo.
Depois desta autonomia, a pessoa realmente estará preparada para o livre arbítrio.