I made this widget at MyFlashFetish.com.

sexta-feira

Ninguém é substituível !!!



Na sala de reu nião de uma multinacional o Diretor nervoso fala com sua
equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
"ninguém é insubstituível"!

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o Diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o Diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio…

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que
conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas
falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam
achando que os profissionais são peças dentro da organização e que,
quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então,
pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi?
Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis
Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods?
Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…

O rapaz fez uma pausa e continuou:

- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e
o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E,
portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano
tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma
coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus< br>conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua
equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar
energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?

Nova pausa e prosseguiu:

- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA
SURDO , se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI PREGUIÇOSO , KENNEDY
EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer
produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e
melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos
líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus
esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar
o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Divagando o assunto, o rapaz continuava.

- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as
fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de `técnico
de futebol', que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou
Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser
surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.

Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo
pensativo. Voltou a dizer nesses termos:

- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os
rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas, nem cavernas, nem
homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes, nem subordinados… Apenas
peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em
cena e falou mais ou menos assim:"Estamos todos muito tristes com a
'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo,
chamamos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é insubstituível." – concluiu o
rapaz e o silêncio foi total.

Conclusão:

PORTANTO NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA
NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!


"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E
OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM
MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"

É bom para refletir e se valorizar!

"VOCÊ É INSUBSTITUÍVEL"!

Mamãe, a professora sumiu!!!



Quantas pessoas já não pensaram em como seria bom conciliar o prazer de continuar na cama quentinha com o dever de estudar. Pois essas pessoas provavelmente terão suas preces atendidas, visto que é cada vez mais forte o movimento em prol do estudo à distância. Uma nova forma de aprendizado que promete trazer vantagens (mas também desvantagens), algumas delas descritas neste texto.

Podemos imaginar que mudarão as desculpas para matar a aula: “não estava sem guarda-chuva”, “estava sem conexão”. O aluno não poderá mais dar uma maçã para professora, mas poderá enviar uma mensagem para seu avaliador, cheia de anjinhos, florzinhas e até fotos de maçã. Também não terá mais graça arremessar bolinhas de papel (atirar em quem?).

Os trotes escolares serão resumidos a algum tipo de vírus baixado no computador do calouro. Você não terá mais o endereço residencial de seus colegas, terá apenas o eletrônico, e eles serão reconhecidos pelo IP que usam. Todos os alunos terão carinhas de “smales” e não haverá mais problemas de distância na educação (poderá dizer para sua mãe que seu coleginha é japonês, e ele será mesmo, inclusive vivendo no Japão), porém, toda esta tecnologia tornará mais distantes as relações no mundo real (este lugar quase obsoleto, onde ainda vivemos).

Os ruídos de comunicação darão lugar aos erros de comunicação. Ao invés de não entender seu professor, você não entenderá o software educacional instalado em seu computador, achando que ele não gosta de você, e criando comunidades no orkut do tipo: “Eu odeio meu computador”. As discussões acaloradas de outrora, onde todos falavam e ninguém escutava, serão substituídas por discussões acaloradas em chats onde todos escrevem, mas ninguém lê.

As diferenças entre as classes sociais (ricos e pobres) não serão mais evidenciadas pelas roupas de grife (você poderá assistir às aulas pelado, que ninguém notará), e carros importados, mas poderão ser observadas pela potência de processamento e armazenamento das máquinas, e a velocidade da banda larga de cada um. Para que este tipo de ensino possa contemplar também públicos de renda mais baixa, haverá planos sociais de inclusão disponibilizados em lan houses.

Seu histórico escolar passará a ser chamado de log, registrando todos os seus erros em uma memória tão boa quanto à de qualquer esposa. A televisão que era, em muitos casos, utilizada como forma de entretenimento e aprendizado de inúmeras crianças quando não estavam estudando, terá no computador um reforço desta técnica, criando indivíduos literalmente através de caixas pseudo-educativas.

Enfim, a figura ultrapassada do professor fatalmente será substituída por uma programação de ensino e avaliação à distância, produzida por uma equipe técnica e pedagógica, que encapsulará tudo de forma fria e competente, parametrizando resultados e potencializando rendimentos, visando tornar seu público-alvo uma perfeita máquina biológica de aprendizado, mais eficiente e mais... Humana?

Por: Antonio Brás Constante.

domingo

O desafio da criatividade em nossa vida


Uma criança, ao ver a imensidão do mar pela primeira vez, disse espantada: “Pai, me ajude a ver”. A criança viu o mar quando ele estava calmo, e não revolto, quando o vento sopra forte gerando grandes ondas. O mar, com o tempo, também se transforma em um mar de problemas, quebrando, assim, a magia do olhar infantil.

O mundo adulto pode entrar em águas perigosas, nas quais o desencanto afoga o encanto, a alegria naufraga nas lágrimas da tristeza e já não há um pai a quem perguntar; e frente ao desamparo muitos buscam Deus, como um norte diante da morte. Outros só creem na razão, e também há os que ficam sem perceber o espetáculo que é a água e a terra, o visível e o invisível, e tendem a se entediar, queixando-se muito da crueldade e da mesquinhez do cotidiano.

Para vencer o desafio da criatividade, é preciso, às vezes ao menos, aprender a viver com arte, é preciso viver dentro da arte, da arte de amar. Entrar nas intimidades das palavras e dos corpos, descobrindo as fantásticas histórias de um e do outro.

Há os que conseguem tudo isso em harmonia com a natureza e, mesmo sem jamais ter percorrido as páginas de um livro, emocionam-se com as tonalidades celestes, com os matizes dos verdes e ainda desfrutam dos cantos dos pássaros.

Também há os que criam uma nova comida com cheiros misteriosos, os que sabem ter sonhos e práticas eróticas, entre tantas situações de gozo e reconciliação com a frágil condição humana. Sem esquecer os que buscam, na literatura e no cinema, os momentos em que o artista torna acessível a todos o show do verso e da imagem.

Para vencer o desafio da criatividade, é preciso aprender a arte do espanto, que desafia o tédio ao criar todos os dias um novo dia, em todas as conversas uma nova conversa. Viver com arte é observar como as crianças brincam, como ficam absorvidas em cada brinquedo.

Uma vez, um conhecido disse em tom depressivo que sua vida seguia igual, tudo estava mais ou menos, sem novidades. Perguntei-lhe então como se divertia quando era pequeno, e logo contou que tinha um carrinho em que podia entrar e dirigir; imaginava então corridas e obstáculos, que precisava desviar à direita e à esquerda. Ao concluir a recordação, sentiu-se animado, e então lhe perguntei por que quando criança se divertia tanto mais que agora. Ele ficou um pouco envergonhado, percebendo minha intenção: se fora capaz de brincar e se divertir antes, por que não agora?

Viver com arte é enfrentar os desafios, é recuperar os tempos em que tudo era emocionante: o mar, os carrinhos, as bonecas, as formigas, o gato e o cachorro, os cheiros, os amores e os livros. Só não me perguntem se tudo isso segue valendo a pena, porque esse é o desafio de cada um, isto é, o de ampliar a alma, enriquecer sua espiritualidade; porque, se a vida é muitas vezes trágica e sofrida, é também engraçada e divertida. Viver com arte é viver dentro da arte, é ser parecido com os artistas, ou melhor, é ser um artista exagerado e excitado com o cotidiano desafio da criatividade...

Por:Abrão Slavutzky, Psicanalista.

Você daria dinheiro para uma escola pública?



Veja, caro leitor, que campanha interessante lançada neste fim de semana pelo "The New York Times". Mas duvido que pegasse no Brasil, onde não temos uma cultura de filantropia --e onde a educação pública está longe de ser uma prioridade nacional.

A prisão de alunos que cabulavam aula, em São Paulo, é apenas mais uma daquelas notícias recorrente sobre a qualidade de nossas escolas públicas.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o "NYT" está pedindo doação em dinheiro aos americanos. Motivo: quer entregar de graça jornais para escolas públicas de todo os Estados Unidos.

A ideia central é a seguinte: a leitura de um jornal de qualidade ajudaria a educação dos estudantes. É um negócio, óbvio, para o jornal, que vai cativar leitores e aumentar suas vendas. Mas também é um bom negócio ao país. E custa quase nada para quem faz a doação. Portanto, é também uma boa para quem quer ajudar alguém e não tem muito dinheiro.
Fico imaginando quantas críticas mesquinhas seriam feitas, no Brasil, contra uma campanha contra desse tipo. Ainda temos muito a aprender sobre a importância da responsabilidade individual diante de problemas coletivos.

Em essência, nós, brasileiros, falamos muito em direitos e pouco em deveres. Sou dos que acham que deveríamos ensinar, desde a escola, que trabalho comunitário não é favor, mas obrigação.

Todos deveríamos, pelo menos, ajudar a escola pública no bairro.

Por: Gilberto Dimenstein, integra o Conselho Editorial da Folha de São Paulo.
E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

Você tem feito sua parte??? reflita sobre isso...

quinta-feira

Patriotismo, em tempos de 15 de Novembro…



Era muito jovem quando aprendi que o cidadão deveria devotar especial sentimento, tanto à sua pátria quanto à bandeira e ao hino, como forma de adicionar seus interesses aos das outras pessoas, estabelecendo “um estado forte”, onde todos, ao viverem sob a influência das mesmas leis, as respeitassem, com um ânimo maior do que quem somente defende seus interesses, ambições e desejos particulares.
Em minha “meninice”, também assimilei que os reais amantes da pátria teriam condições de unirem-se entre si, e, juntos, influenciarem, para que os “tesouros realmente públicos não viessem a se tornar patrimônio de particulares”. Entendia ser este um sentimento que, ao lado das leis, deveria sustentar a democracia, fortalecendo meu Estado e minha Nação.
Ao adquirir a maturidade, oferecida pelos anos de vida, verifiquei que, em nosso país, essas verdades não possuíam sustentação sólida. A bandeira só é desfraldada em dias de jogos da seleção de futebol. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas” é uma canção cuja letra poucos declamam e a “pátria” só é respeitada quando se está “de chuteiras”, sem falar na permanente confusão “entre o público com o privado”, uma prática que o brasileiro, principalmente os que possuem poder de mando, dominam com desenvoltura tão exuberante, não encontrando competidor em quase nenhum lugar do mundo.
Aos quinze anos, tive a oportunidade de concluir o curso secundário no “Colégio La Serna”, em Los Angeles. Viviam os descendentes do “Tio Sam” os estertores da guerra do Vietnã. Ainda hoje não consigo esquecer que, nove em cada dez americanos, usavam, em seu pulso, um bracelete, onde estava escrito o nome de um soldado e, ao lado, a sigla, “pow” (prisioneiro de guerra) ou “mia”(morto em ação). Era, aquela, uma forma de demonstrar ao mundo o “orgulho” pelos que ofereceram a vida e liberdade à sua pátria.
Dias atrás, estive em Nova York, no dia 11 de setembro, dez anos após o atentado às torres gêmeas. O país inteiro chorava as vítimas daquela chacina. A frase “never forget” (nunca esquecerei) estava estampada em todos os quadrantes da cidade enquanto bandeiras americanas enfeitavam carros, lojas, edifícios, ruas, postes e calçadas. Os que morreram naquela ocasião deixaram de pertencer às suas famílias e passaram a ser “orgulho e heróis da nação”.
Enquanto isto, no Brasil, onde as flâmulas do Vasco e Flamengo tremulam mais do que o pendão verde e amarelo, onde “Neymar”, “Bruna Surfistinha” e “um monte de aloprados fichas sujas” são mais venerados do que “cientistas e pessoas do bem”, ações repugnantes prevalecem, retratando o país que se corrompe e enfraquece.
Nunca é tarde, porém, para recordar, o que Rui Barbosa um dia declarou: “A pátria não é ninguém, são todos. O patriotismo se apura e se cultiva pela prática das virtudes sãs e sólidas que formam os povos fortes e viris”.
Sobre o autor:
Alberto Rostand Lanverly
Professor da Ufal e membro da AML e do IHGAL

quarta-feira

O papel marcante do professor em nossas vidas



O saber humano é imensurável e não cabe em uma biblioteca, em uma rede virtual, muito menos na cabeça de uma pessoa. Somos seres que apreendem o que precisam, mas alguns vão um pouco além e especializam-se em uma ínfima parte de um saber, tornando-se especialistas de uma área ignorada pela maioria.
Uma instituição de ensino, mesmo que conte com doutores, pós doutores, mestres e especialistas, jamais conseguirá contemplar todos os interesses, todas as subjetividades, todos os pendores e todos os sonhos das pessoas que abriga.

Um professor portanto, estando à frente de uma classe só conseguirá atingir seus alunos, ou alguns alunos, pelo seu modo de ser, pelo jeito com que instiga a curiosidade, pelas marcas humanas que imprime nas tantas aulas que ministra. O conteúdo científico sempre será pequeno, sempre estará aquém do que os alunos devem receber. O que fica de seus esforços é o que será levado para a vida, o que poderá servir de empurrão, ou de desalento.

Um professor deve contar com a curiosidade da classe, sem o que pouco ou nada poderá fazer e o que é digno de ser aprendido será desperdiçado por conta da falta de interesse. Esse é o ponto em que estamos nos perdendo, na falta de interesse dos alunos, na falta de interesse do professor que tem a sensação de estar jogando pérolas aos porcos e pela instituição de ensino, que é onde tudo respinga, tanto o que é bom, quanto o que é ruim e que, ao invés de cumprir seu papel de gestora de boas práticas didáticas, de produtora de arte e de beleza, passa a se preocupar com disciplina, com ausências de professores, com evasão de alunos, com desempenho medíocre da comunidade acadêmica e escolar.

O privilégio de ter um professor marcante é a salvação de tantas e tantas pessoas, que, motivadas, procuram aprender mais, pesquisam, perguntam, animam-se com as próprias conquistas, não dependendo só da Universidade ou da escola onde estudam para realizar suas aspirações acadêmicas. Esses foram marcados por uma figura de primeira categoria, que conseguiu tocar suas almas e comunicou sua humanidade de uma forma grandiosa e essencial.

É para esses professores e professoras que a sociedade deve muito, pois espíritos universais proporcionam a possibilidade de seus educandos darem uma olhada no todo, dão as ferramentas para que dêem um passeio abrangente pelo conhecimento humano e, a partir daí, de forma livre, fazerem suas escolhas.

Sejam sempre felizes Professor e Professora, heróis que carregamos com muito carinho pela vida afora.

Sueli Gehlen Frosi.

sábado

Escola Árabe: Saiba como funciona...

Se estivéssemos sob regime islâmico hoje, esta seria a forma de ensino de
nossos
filhos, uma forma de faze-los "obedecer ao sistema", imperdoável.
Este filme foi feito no mês passado em Gaza.



video

Incrivel como existe pessoas assim, e ainda essas pessoas acreditam que esse regime é adequado para a formação de pessoas!!!!!!!! Agora entendi porque as crianças já nascem com vontade de explodir o corpo. Para viver sob um regime assim, é melhor morrer!!!!

Recebido por uma colaboradora do blog. Faça aqui seu comentário

quinta-feira

Você tem o perfil de líder? leia e confira!



Uma das primeiras experiências de convivência em grupo ocorre na escola, é onde aprendemos a dividir nossas coisas e a atenção com os outros.

Crianças e adolescentes vão demonstrando seu comportamento, sendo mais ativo ou passivo. Toda turma conta com um presidente e um vice, os quais escolhem por acharem que estes têm uma voz mais ativa e gostam de ajudar a resolver os problemas. É a partir daí que começamos a identificar quem possivelmente ocupará cargos de liderança.

Desde pequenos já demonstramos nossas preferências e começamos a desenvolver nossas habilidades. Através das brincadeiras podemos exercitar o nosso comando, neste momento alguns podem impor mais suas vontades e outros preferem que decidam e digam como devem proceder. Este aspecto também depende do contexto em que a criança está inserida, podendo ter diferentes comportamentos, por exemplo, há crianças que na escola são mais quietas, porém no grupo de amigos mostram-se mais ativos.

Com nosso crescimento e amadurecimento algumas características irão se confirmando e outras poderão ser reveladas. Todos em algum momento podem exercer o papel de liderança seja com os filhos ou no trabalho. Alguns sentem mais facilidade neste processo e outros têm mais dificuldade, podendo optar por cargos onde não tenha que exercer a gestão de uma equipe de trabalho.

A liderança não é conquistada junto com um cargo, o nome Gerente não quer dizer que você seja um líder. Da mesma forma há pessoas que não possuem um cargo de chefia, mas são reconhecidas pelo grupo como um líder, alguém a ser seguido.

Há muitas definições de liderança, cito a do livro O monge e o executivo: “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum”.

Há diversos estilos de liderança, não existindo uma fórmula mágica para ser um líder de sucesso, pois isto depende do contexto e da situação.

Existem características que podem ser desenvolvidas e trabalhadas em cada um, para que possam melhorar e aprimorar em sua atuação, já que liderar é um desafio diário e constante. Autoconhecimento, auto-avaliação e reflexão sobre a forma que está conduzindo sua liderança podem auxiliar neste processo.


por Gisele Dala Lana.

Depois de ler o texto, você se identificou com ele? Tens perfil de liderança?

quarta-feira

É isto que iremos deixar???


Em um mundo regido por estereótipos, aparências e falsos princípios, é muito difícil descobrir no que acreditar, são tantas pseudo verdades, teorias conspiratórias, tantos recortes ideológicos, na tentativa de tecer um futuro digno para as futuras gerações, que acabamos por nos esquecer de viver a nossa. Acreditamos estar fazendo o certo, contudo deveríamos parar por um momento e nos perguntarmos se estamos tão certos assim, se este é o caminho a seguir, se estamos utilizando tudo o que nos foi deixado pelas gerações anteriores da forma correta, ou estamos repetindo inconscientemente os mesmos erros cometidos por eles no passado.

Continuamos resolvendo conflitos com violência, condenando atitudes alheias sem ao menos tentar entender o que levou a pessoa a agir de tal forma, ainda tentamos estabelecer parâmetros de normalidade física e comportamental, e como conseqüência de tudo isso, estamos nos esquecendo do que realmente é Ser Humano, pois estamos perdendo o limite, deixando que nosso instinto animal domine nossa razão, esta que sem dúvida, é a principal característica que nos coloca no topo da escala evolutiva.

Vivemos em um tempo em que não nos cabe mais o Fanatimos, a crença em verdades absolutas, pois as mesmas não são de domínio de nós seres humanos, não temos certeza de nada com exceção da morte enquanto matéria, tudo o que temos são hipóteses, independente do número de experiências cientificas ou pessoais, tudo não passa de hipótese. Isto não quer dizer que tenhamos que desacreditar de tudo ou não acreditar em nada, tudo que precisamos é debater idéias, procurar um bem comum, ninguém está totalmente certo, na mesma medida em que ninguém está totalmente errado, toda forma de saber é construção, e todo construto é formado de diversas variáveis, ou seja, sozinho ninguém é nada, mas juntos, unindo forças, idéias e ideais, somos infindáveis, já que a única coisa que fica para posteridade são os conceitos, que se seguidos da forma correta culminaram em grandes avanços, mas se distorcidos, acabarão deixando o mundo um caos, mais ou menos como o que nossa geração está presenciando.

By: Rivaldo Yagi

segunda-feira

Você sabe como estudar melhor?


A grande maioria dos brasileiros passa 12 anos sentados em cadeiras escolares. Mas então, uma dúvida costuma passar despercebida. Depois de tanto tempo na escola, será que sabemos o melhor jeito de estudar? E como podemos fazer para aprender mais e com maior facilidade?

Descobrir como você aprende
A primeira tarefa para ser um bom aluno e melhorar o desempenho, seja na escola, provas, concursos ou em vestibulares, é saber como você aprende. De maneira bem informal, costumamos ter hábitos que mostram o jeito que aprendemos. Seja guardar um recado na agenda, anotar tarefas diárias, ouvir conversas e gravar os fatos principais, ler imagens, propagandas, documentos antigos, ou memorizando os detalhes escritos. Assim, podemos descobrir se a nossa memória é visual, auditiva, ou se somos pessoas cinestésicas, que precisam do movimento como anotar as informações que recebe, repetindo-as e assimilando.

Estabelecer horários para estudar
Outra grande dica é a rotina. Todo ser humano, desde seus primeiros anos de vida, precisa de horários, hábitos e costumes. Isso dá segurança ao cérebro e ao nosso emocional. Por isso, dormir em horários próximos, alimentar-se e ter ações rotineiras faz com que tenhamos maior organização. Para estudar, é importante que os conteúdos sejam divididos. As ciências exatas precisam de mais atenção, as de linguagem de mais criatividade. As gerais precisam de busca de informações. Por isso é interessante distribuir todos os conhecimentos em dias da semana, ou turnos. Para que todos os dias sejam aproveitados sem exagero e desperdício. Outra idéia importante é relativa ao cansaço. Se estivermos cansados, não nos adianta tomar remédios, estimulantes, ou insistir. O sono é fundamental para o pensamento e a recapitulação do que foi estudado. Ir contra a vontade do organismo acaba por piorar a qualidade do trabalho, irritando inclusive o sujeito.

Conhecer seus limites e o que sabe mais
Todos nós temos capacidades e limitações. Umas habilidades desenvolvem-se com o passar dos anos, outras nos são poucos necessárias, ou não nos interessa. O que cabe aqui mencionar, é que conhecer nosso limite e nosso potencial é primordial quando nos preparamos para avaliações, por exemplo. Muitos candidatos sabem que são melhores em matemática do que em redação. Apesar de ambos serem essenciais, quando se tem pouco tempo a sugestão é que o conteúdo dominante seja aprofundado. Ter consciência do que já sabe, é a chave para avançar e ir além.

Fazer resumos e esquemas
Quando nos preparamos para grandes provas como a do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), avaliado pelo MEC para estudantes concluintes do Ensino Médio, ou alunos que desejem pleitear uma bolsa de estudos, a responsabilidade torna-se maior. Os conhecimentos necessários para uma prova extensa são muitos, gerando dúvidas no que estudar primeiro, o que estudar? Um bom método é realizar esquemas, resumos que contenham as principais informações, relacionando os temas com o dia-a-dia do ser humano. Quanto mais prático e real, menos distante revela-se a avaliação.

Dormir, alimentar-se e divertir-se!
E para finalizar, a época de estudos preparativos sempre nos desgasta, inquieta, aflige. Principalmente, quando as provas são tão importantes e decisivas para o aluno. Por isso, dormir bem, comer bem e destinar um tempo para ver amigos, passear, ficar com a família são atos necessários.

Um bom estudo requer planejamento e disciplina. Assim, todo estudante dedicado conseguirá alcançar seus objetivos.
Aguardo comentários e dúvidas.
Um grande abraço,


Por.Camile Gasparini.


domingo

Saudoso Bom Senso


Hoje, nós velamos o falecimento de um querido e velho amigo, Bom Senso, que ficou com a gente durante muitos anos. Ninguém sabe, com certeza, qual era sua idade, porque os registros de nascimento se perderam no meio da burocracia.

Ele sempre será lembrado por ter transmitido lições como, de quando se tem de sair da chuva para não se molhar, porque um só pássaro não faz o verão, que a vida nem sempre é justa e talvez tenha sido por minha própria culpa.

Bom Senso vivia com suas finanças balanceadas e em ordem (não gaste mais do que ganha) e com estratégias familiares salutares (os adultos, e não as crianças, são os que mandam).

Sua saúde começou a deteriorar, rapidamente, quando regulamentos bem intencionados, mas exagerados, foram instituídos.

Relatos de um menino de seis anos acusado de assedio sexual por beijar uma colega de classe, adolescentes suspensos da escola por usarem só antisséptico bucal após o almoço, e uma professora demitida por chamar a atenção de um aluno indisciplinado, apenas pioraram as condições de Bom Senso.

Bom Senso perdeu terreno quando pais agrediram professores, acusando-os de estarem fazendo o trabalho que eles próprios não conseguiam, para controlar seus filhos rebeldes.

Piorou mais ainda quando as escolas foram obrigadas a pedir permissão aos pais para administrar paracetamol, usar loção bronzeadora ou esparadrapo num estudante, mas eram impedidas de informar aos pais quando uma estudante ficava grávida e queria fazer um aborto.

Bom Senso perdeu a vontade de viver quando os Dez Mandamentos viraram contrabando, as forças policiais viraram grandes negócios e os criminosos receberam melhor tratamento que suas vítimas.

Bom Senso sentiu-se derrotado ao saber que você não pode defender-se de um ladrão que entra em seu lar e ainda é processado pelo assaltante por agressão.

Bom Senso, enfim, não quis mais viver quando, acidentalmente, uma mulher derrubou uma xícara de café escaldante em seu próprio colo e ela pleiteou e obteve, prontamente, uma enorme indenização.

Bom Senso foi precedido pela morte de seus pais, Verdade e Confiança, sua mulher, Discrição, sua filha, Responsabilidade, e seu filho, Razão.

Sobrevivem a ele, três enteados: Conheço Meus Direitos, Outra Pessoa É O Responsável e Eu Sou Uma Vítima.

Poucos compareceram para dizer adeus a Bom Senso, porque não repararam que ele se fora.

Se você ainda se lembra dele, passe para frente essa nota. Caso contrário, junte-se à maioria e não faça nada.


Por Walter Whitton Harri





Caso não consiga naturalmente, tome 1(um) comprimido pela manhã, tarde e noite.

sábado

Carta de Abrahan Lincoln ao professor do seu filho


"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.

Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

A Educação Musical e sua relação com o Meio Ambiente



De acordo com a Lei 11.769/2008, aprovada no governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi dado como obrigatório o ensino de música na educação básica, ou seja, no ensino fundamental de todo o território nacional.

Isto significa que será disponibilizado o acesso a esta área do conhecimento a toda a população brasileira, uma vez que a música, em todos os anos anteriores à esta lei ficava acessível somente àquelas pessoas que tinham condições econômicas de pagar uma escola especializada de música, demarcando um quadro nitidamente elitista da educação musical brasileira.

Pretende-se, desta maneira, levar democraticamente os bens culturais, ou seja, as músicas da cultura dos povos e etnias da Terra à população brasileira no ensino fundamental para que as crianças venham a conhecer e valorizar a biodiversidade cultural do planeta de maneira democrática para que, através de sua aprendizagem, possam estar cuidando e protegendo o meio ambiente construído, englobando, desta forma, a transformação do homem, da natureza e da sociedade através da cultura.

Atualmente, o conceito de cultura, o que engloba a música, é plural, como afirmam os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental. Neste sentido, deve-se valorizar e resgatar tudo aquilo que cada cultura, o que cada povo ou etnia tem de singular, expresso através de uma linguagem musical própria, peculiar, onde todas as etnias, sejam elas de origem italiana, africana, alemã, norte-americana, nordestina, indígena ou qualquer que seja a sua nacionalidade possam dialogar dentro de uma relação de igualdade, como está previsto na Constituição Federal Brasileira de 1988, onde todos são iguais perante a lei.

Com esta concepção de educação musical, chamada de multicultural, pretende-se que sejam evitados preconceitos, o racismo, a violência e a opressão, tão marcantes na História do Brasil e do mundo.
Com a concepção de educação musical multicultural, pretende-se fazer da música um instrumento da educação ambiental no sentido de misturar as culturas, consistindo em um cadinho de etnias e terminando, assim, com o risco pessoal e socioambiental da guetização, ou seja, o isolamento de uma cultura em relação às outras com sentimentos negativos em relação entre as mesmas.

Com essa ressignificação do conceito de cultura, como não sendo única, mas sim plural, ou seja, a transformação de sentimentos negativos entre as culturas da terra por sentimentos positivos como o de solidariedade, admiração e respeito, objetiva-se fazer com que os alunos valorizem a biodiversidade cultural do planeta, rompendo com preconceitos e visões distorcidas.

Pretende-se, desta maneira, uma transformação na relação do homem com a natureza e com a sociedade, modificando a nossa maneira de pensar e sentir, ou seja, mudando do risco pessoal e socioambiental da guetização para medidas de proteção socioambiental, abrindo-se, desta maneira, para aprender a sentir as músicas das diferentes manifestações étnicas do planeta, formando, assim, o cidadão planetário, cosmopolita e apto a ter sensibilidade para relacionar-se com o novo e com o plural, ou seja, capaz de enfrentar o mundo contemporâneo globalizado com a cultura da paz e os sentimentos positivos, evitando, desta maneira, qualquer tipo de apartheid na escola pública e reconfigurando, desta forma, o surgimento de uma nova sociedade.


Por Giancarlo Leonini Crivellaro.

Casa: um bom cenário para ensinar


As crianças devem se envolver com o orçamento familiar ou com os gastos com a casa? Sim e não. Até os 6 anos, o mais sensato é falar de sustentabilidade e do bom uso dos recursos, e não mencionar valores, mostrar extratos ou deixar que eles participem da conversa dos pais sobre o dinheiro do mês. A ideia não é gerar preocupação, mas uma visão consciente e responsável. E nessa abordagem, o dia a dia da casa é o cenário ideal para as ações educativas. “Os filhos podem aprender sobre economia de luz, gás, água, alimentos, cuidados com roupas e calçados. Percebem que cuidar bem das coisas evitará que elas precisem ser repostas, o que vai gerar um gasto desnecessário”, diz Marisa Gabbardo, psicoterapeuta de casal e família e consultora de um site sobre educação financeira.

O começo
Primeiro, é preciso contar para as crianças que o dinheiro não é apenas usado para comprar mercadorias, mas também para trocar por serviço. O que quer dizer que os pais, no final do mês, pagam pela água, pela luz e pelo gás que a família utilizou. E quanto mais se usa, mais cara será a conta desses serviços.

A proposta
Crianças adoram desafios e ficam orgulhosas quando recebem uma responsabilidade dos pais. Se você tem dois filhos, por exemplo, pode nomear um para evitar o desperdício de luz e outro para cuidar da água. Eles vão relembrar todos para usar só o necessário e se autodisciplinar para não fazer abusos. O mesmo vale para a comida. “Hábitos simples, como só colocar no prato o que vai comer, é educativo. Jogar comida fora é rasgar dinheiro, e isso deve ser falado abertamente”, sugere Marisa.

A recompensa
No final do mês, se realmente houve redução nas contas de luz e água, ou na compra de alimentos, as crianças devem ser as primeiras a serem avisadas e parabenizadas. Alguns pais, até, explicam quanto foi a economia em dinheiro e revertem esse valor para algo que as crianças querem, como comprar livros, fazer um passeio ou simplesmente guardar para uma meta familiar futura, como renovar a decoração do quarto das crianças.

As crianças devem se envolver com o orçamento familiar ou com os gastos com a casa? Sim e não. Até os 6 anos, o mais sensato é falar de sustentabilidade e do bom uso dos recursos, e não mencionar valores, mostrar extratos ou deixar que eles participem da conversa dos pais sobre o dinheiro do mês. A ideia não é gerar preocupação, mas uma visão consciente e responsável. E nessa abordagem, o dia a dia da casa é o cenário ideal para as ações educativas. “Os filhos podem aprender sobre economia de luz, gás, água, alimentos, cuidados com roupas e calçados. Percebem que cuidar bem das coisas evitará que elas precisem ser repostas, o que vai gerar um gasto desnecessário”, diz Marisa Gabbardo, psicoterapeuta de casal e família e consultora de um site sobre educação financeira.

O começo
Primeiro, é preciso contar para as crianças que o dinheiro não é apenas usado para comprar mercadorias, mas também para trocar por serviço. O que quer dizer que os pais, no final do mês, pagam pela água, pela luz e pelo gás que a família utilizou. E quanto mais se usa, mais cara será a conta desses serviços.

A proposta
Crianças adoram desafios e ficam orgulhosas quando recebem uma responsabilidade dos pais. Se você tem dois filhos, por exemplo, pode nomear um para evitar o desperdício de luz e outro para cuidar da água. Eles vão relembrar todos para usar só o necessário e se autodisciplinar para não fazer abusos. O mesmo vale para a comida. “Hábitos simples, como só colocar no prato o que vai comer, é educativo. Jogar comida fora é rasgar dinheiro, e isso deve ser falado abertamente”, sugere Marisa.

A recompensa
No final do mês, se realmente houve redução nas contas de luz e água, ou na compra de alimentos, as crianças devem ser as primeiras a serem avisadas e parabenizadas. Alguns pais, até, explicam quanto foi a economia em dinheiro e revertem esse valor para algo que as crianças querem, como comprar livros, fazer um passeio ou simplesmente guardar para uma meta familiar futura, como renovar a decoração do quarto das crianças.


Fonte: Revista Crescer

terça-feira

Amar ensinar


Na vida fazemos amigos, temos colegas, vislumbramos seres que passam ao nosso lado. Temos todos algo em comum, pelo menos aqueles que aprenderam alguma coisa na vida, as lembranças de pessoas que nos ensinaram com o exemplo. Recordamos pouco o que nos dizem, mas com certeza lembramos os exemplos de vida. Tenho um companheiro de luta no ensino, pelo menos assim o considero, já que ele vive o que predica. Comentou-me que tinha escrito umas linhas para o dia do professor em 2009. Pedi que me deixasse ler o texto, assim o fez e hoje lhe dedico minha coluna. Não somente pelo que fala do professor, mas principalmente porque também me fez lembrar minha avó. Ela não foi professora, mas foi um poço de sabedoria, apesar de não ter terminado o primário. Naquela época as mulheres não necessitavam estudar. Para que? Somente serviam para ter filhos e tomar conta da família. Duas avós, duas histórias, duas mulheres que ensinaram com seu exemplo. Nós, professores também tentamos fazer isto. Talvez voltem os tempos que sejamos valorizados e tenhamos alunos que sejam estudantes e não somente freqüentadores de salas de aula.

“Inquietação

Hoje, 15/10/09, acordei inquieto e com o desejo de expressar o que estava sentindo após 31 anos exercendo a profissão de professor.

Comecei por lembrar minha vida de estudante, revendo em minha memória filmes acontecidos ainda no que era chamado de “Préprimário”, momento em que a professora era muito importante e admirada. Lembro ainda hoje seu nome, Vani.

Depois lembrei que estudava em uma escola pública, recém inaugurada pelo então governador Carlos Lacerda, época em que o ensino público era de qualidade e o professor valorizado. Minha avó era um exemplo. Naquele momento, já aposentada, criou meu pai sozinha e ainda pode comprar uma casa, com apenas uma matrícula no Estado.

Hoje, vejo que uma professora, em situação como a de minha avó, certamente terá muita dificuldade em educar um filho e, provavelmente, não conseguirá realizar o sonho de comprar uma casa. Este é o lado cruel daqueles que abraçam a carreira mais nobre da face da Terra. Hoje, uma matrícula no Estado, tem remuneração próxima a dois salários mínimos, o que não condiz com o papel socialmente desempenhado por um professor.

Somos nós, professores, que damos vida a qualquer outra profissão, que ao compartilhamos nossas experiências, iluminamos caminhos, proporcionando descobertas, estimulando o ato de criar e construir. Trabalhamos quase sem descansar. Estudamos, preparamos aulas e provas, organizamos trabalhos etc.. Somos 24h professores. Isto acarreta o principal desconforto que tenho enquanto pai. Convivi menos com minhas filhas e mais com meu trabalho, Três turnos diários. Justifico tudo em nome do conforto que sempre quis que elas tivessem, mas pergunto: será que agi corretamente? Será que era isso que elas precisavam e queriam? Penso muito nisso.

Vi famílias que, frustradas com o insucesso em educar, mudaram a postura frente ao professor e a Escola, delegando 100% desta árdua missão para a instituição que passou a ser serviçal e não parceira ao ter que assumir a total responsabilidade sobre as transformações exigidas pelos preceitos éticos e morais impostos pela nossa sociedade.

Uma professora, a coisa de duas semanas, me contou que escreveu um bilhete na agenda de um de seus alunos, alertando a família sobre o não cumprimento da tarefa de casa. Em resposta a mãe escreveu: “O que a Escola está fazendo para resolver o problema”?

Apesar de tudo, não me arrependo nenhum minuto sobre a escolha que fiz. Seria professor novamente e novamente e novamente. Sinto prazer em perceber que contribuo para um mundo mais justo, mais ético e mais humano. Este é o legado deixado por nós.

Enfim, não sou um bom escritor e com certeza minha pretensão foi só dividir com você algumas reflexões que faço. Não vou dar parabéns pelo seu dia e sim reverenciá-lo (a) por ter feito uma escolha sublime. Comparo o professor a uma mãe. Preparamos-nos, geramos, criamos e formamos. Temos sobre qualquer outro profissional um diferencial: Temos em nossas mãos a matriz de todas as profissões, sem nós o mundo não evoluiria.

André Menezes”

A educação ainda tem esperança enquanto existam professores que amem ensinar.
E você ama o que faz?

Por Ricardo Irigoyen.( tatirigoyen@yahoo.com.br )

domingo

Nossas expectativas


Olhando a minha volta vejo as pessoas passando. Não sei o que pensam, somente posso imaginar.
Não é a primeira vez que falo deste tema, de alguma maneira, está dentro de qualquer artigo ou pensamento que tenha produzido.
Nossa cultura vem baixando as expectativas dos seres humanos. Na minha época de escola para passar de ano era necessário ter uma média mínima de sete (7), e não existia recuperação, íamos direto para prova final. Aquele que falhasse na prova de dezembro devia fazer uma última tentativa em março, sempre e quando não tivesse levado mais de duas. Isto valorizava ao aluno que estudava durante todo o ano letivo, e aquele que passou o ano brincando perdia as férias estudando. Não lembro nenhum pai ou mãe questionando este método, menos ainda os alunos. Hoje em dia, desde o primeiro dia de aula há pais, mães e alunos questionando desde horário de chegada, de saída até questões disciplinares e pedagógicas que são de âmbito interno dos colégios.
Atualmente os alunos têm direito a várias recuperações durante o ano, além de recuperações finais, e em alguns até recuperação da recuperação. Temos no nosso meio até profissionais da educação que defendem a eliminação da reprovação. Os alunos passam hoje com uma média anual de cinco (5) com todas as facilidades anteriormente mencionadas. Conseqüência disto, pessoas que crescem pensando que ser uma pessoa 5 é bom.
Pessoalmente gostaria, em caso de doença, ser atendido por um médico nota 10, que um engenheiro nota máxima construísse minha casa e que um advogado com excelentes qualificações defendesse meus interesses. Em lugar disto vejo a maioria das pessoas a minha volta se satisfazerem conseguindo o mínimo necessário, em lugar de lutar para dar o melhor de si.
Sempre falo para meus filhos, alunos e ultimamente para meus netos que aquele que procura uma nota 10, geralmente consegue um 8 ou um 9, ocasionalmente um 10; os que procuram uma nota 7 atingirão normalmente um 5 ou um 6, eventualmente um 7; e os que buscam um 5 terão que se satisfazer com um 3 ou 4, às vezes um 5. Posso garantir que ninguém fica satisfeito na vida conseguindo 5.
Somente obtemos na vida aquilo que somos capazes de sonhar, então por que sonhar com 5 quando poderíamos sonhar com um 10? Ensinemos a nossas crianças a sonhar com 10, para ter uma sociedade melhor.
Por Ricardo Irigoven.

Boa semana e se desejar, comente e entre para o nosso rol de comentaristas.

sábado

Professores em fuga...



Não constitui surpresa saber que caiu o número de formandos em cursos que preparam docentes. O desinteresse dos adolescentes pelo magistério não se revelou repentinamente. É reflexo de um processo que vem se corporificando há muito tempo no exercício do magistério, aliado à decadência do ensino público monitorado por políticas públicas equivocadas.

Como professora de escola pública nas décadas de 1970, 80 e 90, fui testemunha da aplicação de leis, regimentos e normas pretensamente democráticas, inovadoras e revolucionárias, impostas ao professor como panacéias solucionadoras de todos os problemas educacionais. A escola transformou-se em entidade predominantemente assistencialista e ao mestre era atribuída toda a responsabilidade pelo insucesso do aluno ─ a reprovação, se ultrapassada determinada porcentagem, era sinônimo de incompetência didática. O professor foi perdendo sua autonomia e, sem ela, sente-se desprestigiado, desmotivado e desestimulado e seu aluno percebe esse desencanto.

Para esse processo de desconstrução, vários outros fatores contribuíram. Entre eles, ainda da perspectiva do docente, destaco o tratamento dispensado aos cursos de formação de professores da Educação Básica. Aos docentes que atuavam nesses cursos recomendava-se, não oficialmente, agir com complacência e não exigir muito do aluno na atividade didática. Isso porque o perfil da clientela, segundo orientadores e diretores de escola, era formado por adolescentes menos favorecidos economicamente e com poucos subsídios culturais e que, muitas vezes, ignoravam o alcance de sua vocação.

Não seria essa uma forte razão para se elevar o nível desses jovens, futuros mentores da fase mais importante e decisiva do ensino, a alfabetização? O que pensar de cursos de graduação em Pedagogia que serviram durante algum tempo de meio de aquisição de maior remuneração para docentes e acesso à classificação privilegiada na atribuição de aulas?

Via e vejo nessa atitude facilitadora e desvirtuada uma contradição que só poderia resultar no quadro preocupante que hoje mobiliza institutos de pesquisas, educadores e especialistas em educação para tentar revertê-lo. A ausência de atração pela carreira docente entre estudantes do Ensino Médio soma-se ao desalento do magistério e cria uma lacuna perigosa na formação de outros profissionais? Quem irá orientá-los? Qual é a saída desse labirinto?

É óbvio que há soluções e elas já foram apresentadas por pesquisadores abalizados como Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas. Agora falta aplicá-las. Os professores estão fugindo não por covardia, mas em busca da própria dignidade.


Por. Profª. Vera Lúcia Pereira dos Santos.

terça-feira

Gravidez na adolescência: como orientar os filhos?



Muitas mães só reparam que os filhos já têm vida sexual ativa quando surge uma gravidez precoce na família. Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil tem a segunda maior taxa de gravidez entre menores de 19 anos. É preciso ficar mais atenta. Albertina Duarte Takiuti, ginecologista especializada em adolescentes, em São Paulo, diz que a melhor prevenção está no amor e na segurança dos pais. Saiba como conversar sobre o tema e como reagir caso isso aconteça com seus filhos.

Como conversar com os meninos sobre sexo
As dúvidas mais comuns que os meninos têm são sobre masturbação, tamanho do pênis, impotência e ejaculação precoce. Na vida dos meninos, não existe um "ritual de passagem" para a vida adulta, como a menstruação é para as meninas. Quando os meninos percebem, eles já são adultos. Mas os meninos têm tantas dúvidas sobre sexo quanto as meninas e também precisam ir ao médico. As meninas devem ir ao ginecologista e eles, ao urologista.

Como orientar as meninas sobre gravidez
As dúvidas mais comuns das meninas são sobre masturbação, a "tabelinha" (método de prevenção de gravidez contraindicado para quem ainda tem o ciclo menstrual irregular), se a primeira vez dói e se elas transam do jeito certo. Quando as meninas começam a apresentar as primeiras mudanças no corpo, esta para a chegada a primeira menstruação. Quando essas mudanças começarem, a menina deve fazer a primeira consulta no ginecologista. É importante que a mãe leve sua filha ao consultório, mas não permaneça na sala durante a consulta para que ela se sinta mais à vontade.

O que fazer ao descobrir que sua filha esta grávida?
Se você descobriu que sua filha está grávida ou que seu filho vai ser pai, não dê bronca, dê amor: é o que eles mais precisam. O mais importante é não forçar o casal a ficar junto, só se eles desejarem e tiverem maturidade e condições financeiras para viver.

Por que os adolescentes procuram sexo cada vez mais cedo?
Hoje, os adolescentes começam a vida sexual entre os 14 e os 16 anos. As gestações cada vez mais precoces têm justificativas:

1. Os adolescentes não têm intimidade com o parceiro e não sabem se impor. Eles são inexperientes e imaturos no tempo de convivência com o parceiro: o conhecem por poucos dias, ou até poucas horas, antes do ato sexual. Com essa falta de intimidade, fica difícil dizer para o outro: "sem camisinha não transo".

2. Adolescentes também sofrem pressão dos amigos. Os jovens são pressionados pela turma, pela cultura e pela sociedade. Muitas adolescentes, com medo de serem rejeitadas pelos amigos, cedem às pressões do parceiro.

3. Falta de autoestima das garotas: quando a filha não é elogiada pela família, acaba procurando aprovação em outras pessoas, que podem se aproveitar dela.

4. Insegurança exagerada: a gravidez na adolescência continua acontecendo não por falta de informação. Os jovens conhecem os métodos para evitar, sabem usar a camisinha e tudo o que envolve a sexualidade. O problema é a insegurança típica dessa fase. "Brigar quando a filha diz que já transou, dizer 'o que você fez menina?' não adianta", diz a médica Albertina. Em vez de proibir, os pais precisam dar atenção, conversar, expressar seu amor aos filhos. "O adolescente é carente como um bebê. Ele precisa se sentir amado tanto quanto um recém-nascido", orienta a médica.

Fonte: M de Mulher


Muito importante aquela conversinha com nossos filhos, não achas?