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domingo

Opinião não vale nada


Na internet, se olharmos bem, as pessoas parecem um monte de profetas loucos falando para ninguém.

Era uma vez um mundo mágico onde todo mundo tinha uma opinião. Para qualquer assunto, qualquer evento, opiniões e mais opiniões competem pela atenção do público, enquanto esse, por sua vez, cria suas próprias opiniões sobre assuntos mais diversos ainda.
Deus me livre não ter opinião, dizer “não sei” ou precisar estudar antes de falar. Em nosso mundo mágico, o que importa mesmo é ter opinião e ser ouvido pelo mundo.
Não me leve a mal. Ter opinião é legal. Quando me perguntam o que quero comer no jantar, que filme quero assistir ou se hoje vou em tal evento ou não, sei que minha opinião é sempre bem vinda.
Quando me perguntam sobre a sexualidade de crianças, para onde vai o dólar ou qualquer outra das centenas de questões complexas que circulam pela mídia e redes sociais como se fossem receitas de bolo, sei que minha opinião vale menos que uma nota de três reais. Melhor ficar quieto do que sair falando besteira.
Antigamente, ser escutado dava algum trabalho. Você tinha que ir até uma aula, em que pessoas com algum conhecimento no assunto debatiam com base em alguns fatos e conhecimentos.
Ou você tinha que abrir uns livros, estudar, checar o que estava acontecendo para finalmente montar uma opinião e, o mais difícil, ser capaz de mudar de ideia caso descobrisse que as coisas não eram bem como você pensava.
E aí chegou a Internet, as redes sociais, o jornalismo que mede seu impacto por curtidas. Tem uma cena na comédia “A Vida de Brian” em que um pretenso profeta vai até um mercado, sobe em um caixote e começa a discursar para o público.
De repente, ele olha em volta e vê um monte de profetas malucos, cada um em seu caixote, falando as besteiras que bem entendem.
Eu não consigo mais deixar de ver as discussões da mídia, política e redes sociais como uma grande versão dessa antiga comédia: um monte de malucos berrando qualquer coisa aos quatro ventos, para, quem sabe, atraírem um público adequado para seu lado.

E não pense que estou exagerando. Já passei tempo suficiente em sala de aula para saber que alunos adoram ter opinião sobre coisas como a taxa de juros, a dívida externa e o câmbio entre moedas, mas já perdi a conta de quantas vezes tive que explicar aos mesmos alunos a diferença entre uma curva linear e exponencial e até coisas básicas sobre como calcular porcentagens (e olha que estou falando de faculdade e alunos “bons”).
Se a matemática é terrível, nem me faça começar a falar sobre os erros de português (pronto, finalmente estou parecendo uma tia velha).
Somos uma nação que não lê. Os números são baixos e desconfio que as pessoas mentem. Me desculpem, mas quando as listas de preferências de leitura mostram frequentemente nomes como “Bíblia" e “Machado de Assis”, a única conclusão a que chego é que boa parte dos respondentes pensa em algo bonito para não passar vergonha e confessar que faz tempo que não abre um livro.
De novo, fui professor, escrevi livros, perdi a conta de quantos alunos caras de pau leem resumos na Internet e juram sob o risco de tortura que adoram tal autor.
É óbvio que existem os bons. São muitos, e muito bons. Mas em um monte de loucos berrando em caixotes, quem ganha é quem berra mais alto. Duvida?
Basta olhar as notícias especializadas sobre “surpresas" no mercado financeiro. “O dólar devia ter feito isso”; “A bolsa devia ter feito aquilo”. Se tivessem ideia sobre o que estão falando, essas pessoas saberiam que nenhuma dessas coisas devia ter feito porcaria nenhuma.
 Veja políticos e completos leigos no assunto formando e gritando opiniões sobre sexualidade, violência, educação e formas de gestão.
Fatos, citações de fontes com autoridade, pesquisas com algum embasamento? Nada. Dominam “pensamentos”, “coisas que eu gostaria que acontecessem” e o que resolvi chamar de fofices, “coisas que acho que são verdade com base no meu modo fofo de ver o mundo”.
Atitudes perigosas e bem comuns, que deixam o interlocutor no devaneio de ser dono da verdade, enquanto todos os outros são taxados de estúpidos ou algo assim.
Ter opinião, querido leitor ou leitora, é bom. Pesquisar, entender, discutir, ampliar o domínio sobre o assunto que pretendemos tratar é melhor ainda.
Um sábio disse uma vez que, ao entrar em uma discussão, se você não conseguir sustentar os argumentos de seus oponentes melhor do que eles, é melhor ficar quieto e ir estudar.
Nossa opinião, na maioria das vezes, não vale porcaria nenhuma.
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sexta-feira

O lugar mais desabitado do planeta

Tudo se processa e se realiza sempre no aqui e no agora. No entanto, vivemos muitas vezes imobilizados pelo passado ou excessivamente ansiosos pelo futuro. Para sermos felizes, precisamos aprender a equilibrar esta equação.

Em uma de suas palestras sobre mindfulness, o psicólogo mestre em saúde coletiva e professor/instrutor de mindfulness, Marcelo Batista de Oliveira, disse uma frase que jamais esqueci: "o momento presente é o lugar mais desabitado do planeta".
De fato! Parte do tempo vivemos absurdamente presos ao passado - lamentando o que não foi, reclamando do que foi, magoados pelo que nos feriu, acorrentados à culpa ou ao remorso, tristes e ressentidos, desanimados e desiludidos.
 E outra parte vivemos ansiosos pelo futuro, temendo o que virá, sofrendo antecipadamente pelo que supomos, imaginando um fim trágico ou inquietos e apressados para que cheque rapidamente o final feliz.
É tão comum localizarmos nossa felicidade no tempo futuro que nem percebemos o mecanismo interno que nos desloca do presente quase que continuamente.
Vivemos aguardando o fim de semana, esperando as férias, desejando a aposentadoria, acreditando que seremos felizes quando conseguirmos conquistar isso e aquilo ou alguém.
Somos especialistas em acrescentar sofrimento ao que poderia ser em si mesmo uma experiência enriquecedora.
Se fui convidado para fazer uma apresentação, por exemplo, obviamente haverá algum estresse envolvido e é natural e saudável que seja assim. 
É meu cérebro me dizendo que preciso me preparar para enfrentar a nova experiência e é isto exatamente o que eu devo fazer.
Mas o problema é que começo a agregar outros sofrimentos. E se me der branco? E se o microfone não for bom? E se não gostarem de mim? E se o assunto não agradar? Eu não sou bom o suficiente! Eu já falhei uma vez! Estou gordo para subir ao palco! E uma série de pensamentos sabotadores que minam minha autoconfiança e minha energia.
Antes de mais nada, ainda que este seja um assunto bastante “batido”, precisamos lembrar que a vida acontece no aqui e no agora. Apegar-se ao passado ou sofrer pelo futuro não nos favorece.
O que é preciso ser feito será sempre feito no tempo presente. A vida acontece e se plenifica no aqui e no agora.
No futuro pode e deve estar o que em coaching chamamos de nosso ponto B, nosso motivador positivo, nossa meta pessoal, nosso melhor desejo –  mentalizado como um estímulo e uma inspiração para o que deve ser feito agora. 
No agora é que eu tomo as providências para chegar ao meu objetivo da melhor forma possível. Este o primeiro passo. Definir o que eu desejo e trabalhar aqui e agora nesta direção.
Isto é bem diferente de viver com a cabeça no futuro. É no aqui e no agora que deve estar nossa energia. Encontrar razões para ser feliz durante o processo, a busca, a construção diária.  
A alegria e a potência de agir devem iluminar a estrada, dar vida e graça aos pequenos passos. O caminho do bem-estar se faz no aqui e no agora.
Aprender a saborear cada dia e extrair dele as lições que a vida nos oferece. Valorizar os relacionamentos. Contribuir. Pertencer. Estar realmente presente. Encontrar o sentido da vida a cada momento.
Compreender, inclusive, que é possível e preciso ser feliz mesmo quando nosso objetivo não foi alcançado, apesar de nosso desejo, de nosso empenho e de nossos méritos, aprendendo a encontrar o sentido até mesmo quando a vida não nos dá o que tanto desejamos, atentos ao que ela está querendo nos ensinar.
Quanto ao passado, deixar que se vá o que já não nos serve – incluindo mágoas e ressentimentos, que apenas adoecem e destroem.  Reparar o que ainda for reparável, ressignificar o que que for possível, perdoar e perdoar-se pelo que consumado está.
E quanto à forma como pensamos o futuro, um bem-humorado alerta vem do filme Click. Nele, o personagem vivido por Adam Sandler ganha um controle remoto mágico, capaz de avançar o tempo para ir direto ao ponto desejado. 
Contido de início, logo ele se encanta com a possibilidade de acelerar todas as partes “chatas” da vida, tratando de pular todas elas para chegar diretamente ao que lhe interessava no futuro. 
Parecia perfeito. Até que ele percebeu que o futuro havia chegado evidenciando um profundo abismo entre ele e as pessoas que ele mais amava, tornando sua vida insípida, infeliz e sem significado. 
Só então compreendeu que desejando tão ardentemente alcançar suas metas e situando sua mente e seu coração sempre no futuro, desprezou o processo, negligenciou o caminho e descuidou das conexões humanas. 
Viveu no piloto automático, não se fez plenamente presente, não criou laços, não aprofundou relacionamentos, não foi capaz de autotranscender, ir ao encontro do outro e descobrir um sentido maior para sua vida. 
E você? Tem vivido plenamente o presente?
Vale a pena refletir a respeito.

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sábado

Por que os mentirosos prosperam nas empresas?

Empresas devem ser geridas por líderes que enxergam a realidade e fazem os ajustes necessários, e não por aqueles que, preocupados somente com o próprio bônus, não hesitam em fraudar números para consegui-lo


Eu conversava com um amigo da área de tecnologia da informação, que me dizia não compreender como uma grande fabricante de computadores estava com um enorme prejuízo deixado por um executivo de vendas que acabara de ser demitido.
O presidente da empresa fora informado pela auditoria da descoberta de uma série de não conformidades de responsabilidade do executivo.
 O prejuízo acarretou uma restruturação da área, e aqueles que ficaram teriam de recuperar os números da empresa.
 Isso significava uma pressão extra em um momento já muito desfavorável, sem contar a frustração e o estresse.
Como foi possível uma pessoa desonesta chegar a um cargo com tanta capacidade para produzir estrago tão grande? Na raiz do problema, estava o próprio presidente da empresa.
 Ele não era de má índole, mas, em plena contração econômica, exigia que seus executivos entregassem números de vendas impossíveis de ser obtidos. Números que somente um mentiroso poderia prometer cumprir.
Portanto, é necessário fazer uma reflexão racional sobre o contexto no qual a empresa opera. Todo mercado evolui em ciclos, formados por fases de expansão e de contração.
 Entretanto, é muito comum empresas que estão há mais de quatro anos expandindo, por exemplo, projetarem seus números como se essa fase fosse durar para sempre e na mesma intensidade.
É importantíssimo que os executivos olhem para os ciclos de seus mercados. Um administrador que os desconhece perde muito de sua capacidade de previsão e, portanto, de estabelecer planos que possam ser cumpridos.
É com base nessa realidade que as responsabilidades devem ser repartidas entre os administradores da empresa.
Principalmente no caso daqueles responsáveis por vendas, as demandas devem ser de acordo com o que os números mostram ser factíveis.
Pedir mais do que isso é criar as condições para que executivos inescrupulosos prometam quantidades de vendas impossíveis de ser realizadas. E que, no futuro, trarão grande dor de cabeça para a empresa.
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quarta-feira

Nosso cérebro, uma potência para ser mais feliz


Felicidade é algo de grande benefício, pois organiza o cérebro de uma forma produtiva.

O tema felicidade é meu foco desde 1998, quando trabalhava ligada ao negócio e com a meta de atrelar o desenvolvimento ao resultado. Percebi que a felicidade é ativa.
Felicidade faz o "mindset" ser flexível e estratégico, com visão 360º ou quem sabe 720º. Sempre observei, ali ainda sem dados estatísticos, que um gestor feliz era determinado em seu objetivo e, com habilidade, lia o cenário e agia.
Felicidade é algo de grande benefício, pois organiza o cérebro de uma forma produtiva. Há criatividade na felicidade, que impulsiona novas saídas. Para lidar com cenários oscilantes é um bem sem precificação, ainda.
Um profissional feliz persiste, um profissional infeliz abandona ou repete o mesmo comportamento, justificando o desgaste de não alcançar o objetivo.
A infelicidade proporciona rigidez para o cérebro, pois o foco se mantém no que fomenta o desconforto. Treinamos a mente com muita agilidade, nosso cérebro é muito responsivo.
Quando comecei a estudar a felicidade e desenvolver a engenharia da felicidade ,o maior objetivo inspirador foi disponibilizar estratégias que treinem o cérebro ou modelo mental e emocional para acessarmos mais vezes a felicidade.
Lembrando que felicidade produtiva é diferente de êxtase momentâneo ou ausência de compromisso e visão de realidade.
Existem muitas distorções sobre felicidade, talvez até um medo em assumir que para ser feliz é importante agir internamente mais que externamente.
Profissionais felizes são mais comprometidos, pois estão conectados aos seus valores e pouco sensíveis ao julgamento externo, se esse for distinto dos seus valores.
Então para ter o profissional feliz, um ponto de sustentação é a Cultura Corporativa. Sem esse link, há muito espaço para a infelicidade e, consequentemente, ausência de comprometimento.
Um profissional feliz sabe analisar dados, fatos e resultados, tem liberdade para buscar informação e sente prazer em fazê-lo, sem sentir se desqualificado. Ninguém é feliz em ser quem é, sentindo desqualificação diante do desconhecido! Essa atitude gera melhores resultados com solidez.
Outro aspecto dos profissionais felizes que faz a diferença para uma empresa é a abertura para aprender e passar seu legado, formar sucessores. Outro grande "tabu" no ambiente corporativo.
Para ter sucessor é importante ser feliz e descobrir que alguém pode fazer algo que fazemos às vezes melhor e, reconhecer que ensinamos ou colaboramos para alguém ser melhor!
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terça-feira

Decidir com a cabeça ou com o coração? Eis a questão


Decidir e, sobretudo, decidir bem, se tornou ação fundamental na vida do profissional que não quer ver seus resultados minguarem ou escoarem pelos dedos ao fim de um período laboral. Mas como ser um bom tomador de decisões?


Tomar decisões é inevitável na vida de qualquer profissional, independente da área que atua ou do nível hierárquico que ocupa. Foi-se o tempo em que a nossa divisão de trabalho permitia sermos colaboradores “adestrados” para o ato de operacionalizar, estilo Homer Simpson e o seu botão vermelho da fábrica do Sr. Burns.
 Decidir e, sobretudo, decidir bem, se tornou ação fundamental na vida do profissional que não quer ver seus resultados minguarem ou escoarem pelos dedos ao fim de um período laboral. Mas como ser um bom tomador de decisões?
Bem, em primeiro lugar precisamos estar cientes que as boas decisões processuais dentro de uma organização são o que maximiza resultados, eleva o respeito da marca no mercado, melhora o clima organizacional, leva a boas contratações e por aí vai. 
Dito isto, precisamos conhecer a fundo a cultura da empresa em que trabalhamos e qual o conteúdo que compõe o seu Triângulo MVV: Missão, Visão e Valores, em seguida conhecer o terreno onde nossas resoluções vão ser tomadas e ter consciência que ter oportunidade de solucionar é ter oportunidade de desenvolver a nossa realidade organizacional para que a mesma atinja níveis positivos de desempenho.
Por fim, e tão importante quanto tudo que falei, precisamos ter autoconhecimento, pois só nos conhecendo é que saberemos tomar decisões certeiras nos momentos corretos. Conhecer a si próprio é a base da nossa inteligência emocional. 
Quando nos conhecemos, aprendemos a usar o nosso cérebro e a decidir com mais clareza, uma vez que as nossas emoções estarão domadas por nós mesmos. Saber onde queremos chegar, por que queremos chegar lá e saber o que quer, meu caro, é essencial para um solucionador de problemas.
Parafraseando “O Gato que Ri”, personagem de Alice no país das Maravilhas: “quando não sabemos onde queremos chegar, qualquer caminho serve”. E quando “qualquer caminho serve”, não costumamos decidir com a presteza exigida pelas organizações e, na maioria das vezes, nem decidir conseguimos.
Não é que esquecemos o nosso coração quando nos conhecemos, mas aprendemos a domá-lo de forma racional, sendo mais firmes em nossas decisões e tendo maturidade para aceitamos as consequências das mesmas.
Reflete aí: um bom líder não é aquele que prefere o cérebro ao coração, mas sim aquele que prefere ter um coração racional.
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sexta-feira

Soberba: a doença que mata bons profissionais


O soberbo esquece que o aprendizado deve ser constante, que estudar nunca é demais, que o mundo muda e evolui em uma velocidade nunca antes vista, e que o mais natural é que a nossa velocidade busque ser compatível à do mundo em que vivemos.

Segundo o dicionário MICHAELIS, a definição para a palavra soberba é a seguinte: 1 Altura de coisa que está superior a outra; elevação, estado sobranceiro. 2 Manifestação ridícula e arrogante de um orgulho às vezes ilegítimo. 3 Altivez, arrogância, sobrançaria. 4 Orgulho, presunção. 5 Teol Um dos sete vícios capitais. E aí, ao ler a definição, você pode ter pensado: “poxa, conheço pessoas assim!”
Pois é, também conheço pessoas assim. E o mais aterrorizante do que conhecer essas pessoas é pensar que muitas vezes corremos o risco de ficar ou estar iguais a elas. Sim, meu caro, corremos este risco! Quando nos esforçamos enquanto profissionais, temos disciplina e corremos atrás do que queremos com muita energia e determinação e o sucesso acaba chegando.
Com ele vêm os aplausos e o reconhecimento, e é nessa hora que muitos profissionais começam a acreditar que são algum tipo de X-MEN ou Super Sayajim. Passam a se achar inabaláveis e superiores a todos os outros profissionais e acabam se acomodando, se enchendo de empáfia e, adivinhem: SOBERBA.
Sei que já disse a palavra SOBERBA quatro vezes, contando com essa, mas é para incomodar mesmo! A palavra e as ações que ela carrega são um veneno e é preciso advertir sobre o seu uso e manipulação. As pessoas soberbas se colocam em um pedestal e vivem em constante estado de esnobismo. Não pisam no chão onde passam e até pisam, desde que antes do chão tenha a cabeça de outro profissional que os mesmos considerem inferior.
Advirto logo: NINGUÉM É SUPERIOR A NINGUÉM! Nosso maior inimigo somos nós mesmos e, quando nos colocamos em um estado de constante comodidade, esquecemos que, assim como somos competentes, tantos outros também são. Esquecemos também que os aplausos que recebemos hoje podem ser tranquilamente direcionados a outros amanhã.
O soberbo esquece que o aprendizado deve ser constante, que estudar nunca é demais, que o mundo muda e evolui em uma velocidade nunca antes vista, e que o mais natural é que a nossa velocidade busque ser compatível à do mundo em que vivemos.
No final do ano passado fui ao cinema ver “O pequeno Príncipe” (a adaptação do livro homônimo). Em meio a várias lágrimas e alguns snapchats feitos dentro do cinema, um dos personagens do filme me chamou mais atenção que no livro. “O vaidoso”, assim como no livro, é o morador de um planeta fictício e, toda vez que o aplaudem, ele retira o chapéu que usa para agradecer. E faz isso tão constantemente que fica impossível das pessoas dialogarem com o mesmo. “O vaidoso” perde o senso e acha que as palmas direcionadas a qualquer situação são para ele. Pois é, é exatamente o que você está pensando: a vaidade é irmã da SOBERBA!
Assim como o personagem citado, as pessoas soberbas passam a acreditar que o mundo gira ao seu redor (o que não é verdade), esquecem-se de tudo a sua volta, ficam cegas e parecem um pavão vaidoso de penas sempre armadas a cortejar a pavão-fêmea constantemente. Todas as ações, atitudes e situações que relatei corroem o profissional, que vai começar a estagnar sua vida e carreira achando que chegou ao seu limite.
Precisamos entender que o limite não é o céu e nem as estrelas, como muitos dizem, pois, depois do céu, tem outro céu, e neste céu o limite é inexistente. Nossa carreira profissional tem que continuar a expandir com o passar dos anos para a nossa saúde profissional continuar eficaz e eficiente para o mercado de trabalho. Ainda segundo o MICHAELIS, o oposto da soberba é a humildade.
E humildade é entender que, até podemos ser um profissional X-MEN, desde que saibamos que para todo X-MEN existe um Magneto ou um Apocalypse na próxima esquina, e que muitas vezes ser um Super Sayajin não é suficiente, pois às vezes precisamos, também, fazer fusão.
A soberba é um bichinho silencioso que ataca até o mais forte dos seres, vez ou outra. Natural, uma vez que todos possuímos falhas e fraquezas e costumamos errar. Como sabemos, não há problema algum em cometer erros desde que aprendamos com eles, nos tornemos mais fortes e os corrijamos. Para o combate à soberba, receito doses diárias de humildade e, caso os sintomas permaneçam, um administrador deverá ser consultado.
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Você Conhece a “Parábola da demissão da Formiga Desmotivada”?




Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial...
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? 
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida." 

Autor desconhecido
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quarta-feira

Espírito, cérebro e comando

Vida após a “morte” não é um conceito que interessa só aos que professam alguma crença

Retorno hoje a um assunto que merece atenção. Aproveitei o período de férias para refletir sobre ele.

Aos poucos, a criatura humana vai aumentando a consciência de que a continuidade da vida após a “morte” não é um conceito que interessa apenas aos que professam alguma crença religiosa ou filosófica, mas é objeto de estudo sério para todos. A compreensão correta de que somos, acima de tudo, Espírito intensifica a força de vontade no enfrentamento de tudo o que não seja recomendável à nossa existência, coletiva ou individual.


Para ilustrar convenientemente esse poder de que dispomos, observem este ensinamento do dr. André Luiz, na obra Evolução em dois mundos, por intermédio dos conhecidos médiuns Chico Xavier (1910-2002) e Waldo Vieira (1932-2015): “O Espírito encontra no cérebro o gabinete de comando das energias que o servem, como aparelho de expressão dos seus sentimentos e pensamentos, com os quais, no regime de responsabilidade e de autoescolha, plasmará, no espaço e no tempo, o seu próprio caminho de ascensão para Deus.”

A mente do espírito

Na publicação Ciência e Fé na trilha do equilíbrio (2000), que escrevi para o I Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, exponho que a inteligência se situa além da estrutura física, como se houvesse um cérebro psíquico fora do somático. Por conseguinte, conclui-se que a essência espiritual não é uma projeção da mente humana e que o homem não é um corpo que tem um Espírito. Contudo, um Espírito Eterno que possui um corpo passageiro.

“Ah!, mas a Ciência ainda não comprovou nada”… Porém, como asseverou o astrofísico norte-americano ateu Carl Sagan (1934-1996): “A ausência da evidência não significa evidência da ausência.”

Em “É Urgente Reeducar!”, comentei que não nos podemos ancorar apenas em nossos limitadíssimos cinco sentidos físicos. Eles não são bastantes para nos fazer devidamente avançados, pois a Cultura tem origem verdadeira no Mundo Espiritual. 
Quando soubermos estabelecer a perfeita sintonia Terra/Céu para merecer a ligação permanente Céu/Terra, receberemos de lá conhecimento crescente. Antes de tudo, somos Espírito.
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terça-feira

É necessária uma faxina urgente


A credibilidade de nossas instituições está sendo derretida no fogo das denúncias

Que precisamos de uma faxina no País, banindo corruptos públicos e privados, não resta dúvida. A usina de escândalos em que se transformou o Brasil exige mesmo uma esmiuçada em tudo que é suspeito ou que possa vir a ser . Mas a sensação que se tem é a de que vamos agindo como o elefante que, na busca pelo rato, destrói toda a floresta.
 A verdade é a credibilidade de nossas instituições, de nossas empresas, está sendo derretida no fogo das denúncias e dos malfeitos. “Mas é preciso apurar tudo, ir fundo nas investigações, na base do doa a quem doer”, dirão os indignados. É mesmo, é preciso apurar e punir.
Não deixando pedra sobre pedra no mundo da corrupção e da má gestão. Mas é possível fazer isto sem destruir o que não está carcomido? Esta é a grande questão, pois nosso futuro político vai depender muito do que vier daí.
A descrença geral, o desprezo a tudo, se vier “daselite” então nem se fala, aduba o terreno, tornando fértil a terra onde vão, inevitavelmente, crescer os discursos messiânicos, dos salvadores da pátria. Uma história que já conhecemos e que o País viveu em vários momentos de sua política.
Se o campo é fértil para novos messias, é estéril para o surgimento de li-deranças reais.
Não temos, até agora, alguém com um perfil que possa entusiasmar nosso povo. Tampouco temos um povo com maturidade para compreender que precisamos de um líder que fale a verdade. Alguém como Churchill na Inglaterra da Segunda Grande Guerra que chegou ao poder prometendo apenas “sangue, suor e lágrimas”.
Pois serão estes os ingredientes de uma luta verdadeira para a superação da crise e a tomada, não a retomada, de um caminho firme de desenvolvimento consistente e com justiça social.
Infelizmente nos fascinamos rapidamente por aqueles que em vez de proporem a construção de um caminho firme, nos apresentam atalhos, a princípio com paisagens maravilhosas mas que terminam no meio do cipoal e à beira do abismo.
Paulo César de Oliveira.
Revista Viver Brasil.
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segunda-feira

Violência e insegurança na pátria educadora

Para que o lema se transforme em realidade

O belo slogan “Brasil, Pátria Educadora” foi anunciado com a promessa de que a educação seria a “prioridade das prioridades” nesse mandato presidencial, infelizmente, parece que ficou somente no discurso. 
Sem metas, faltam estruturas capazes de superar os desafios existentes como: a universalização do ensino; a alfabetização na idade certa e a reformulação do ensino médio. No discurso de posse, a presidente (a) identificou problemas e apontou soluções para garantir o acesso a um ensino de qualidade em todos os níveis, da creche à pós-graduação para todos os segmentos da população – dos marginalizados, dos negros, das mulheres e de todos os brasileiros. 
Comprometeu-se a disponibilizar recursos mais expressivos à educação, tendo inclusive apontados as possíveis fontes.  Porém, com o governo comprometido em outras questões, a prioridade deixou de ser as propostas contidas no “Brasil, Pátria Educadora”, apesar de muitas delas serem de responsabilidade dos estados e municípios, que gerem as redes de educação básica, se o Governo Federal não repassar mais verbas para a educação aos Estados e Municípios, estes terão poucas condições de contribuírem para o alcance dos objetivos. 
Citando uma parte de um pronunciamento bastante comentado: “…nós não vamos estabelecer a meta…”, não sei em qual ocasião foi dita, mas, é sabido que para chegar a um objetivo é necessário que metas sejam estabelecidas e conquistadas uma de cada vez.
Além dos escândalos de cada dia (desde sempre neste país), dos problemas estruturais de saneamentos, da falta de atenção básica na saúde, da crescente população de aedes aegypti e outras pragas, a população brasileira sofre com o aumento da insegurança e elevado número de violência como nunca visto. 
A origem de tamanha insegurança e violência encontra-se na falta de uma boa educação. A boa educação deve começar em casa, conforme um velho ditado: “É de menino que se torce o pepino.” Nossa gente não precisa de paternalismo, ela precisa aprender a pescar e não de ganhar o peixe; precisa produzir no mínimo o suficiente para seu sustento e o de sua família.
 Uma população sem oportunidade de aprendizado e emprego corre riscos de procurar outros caminhos, por isso, cresce a criminalidade. 
Provocados pela insegurança, falta de oportunidades e fugindo da violência, muitos habitantes das zonas urbanas, superpovoadas, realizam um fenômeno contrário ao ocorrido no século passado, agora o êxodo é urbano, o que é bom, pois, assim teremos mais mão de obra produtiva na zona rural.
 Sem estímulos, nossos jovens se decepcionam com a vida escolar e o calendário de aulas semanais, poucas aulas são ministradas e a culpa não é dos professores nem dos gestores dos colégios públicos, que geralmente se ocupam na busca de professores substitutos.
Faltam responsabilidades governamentais e mais comprometimento com a educação, está muito longe de sermos merecedores do título de pátria educadora. 
A educação pública está em situação crítica, dá a impressão de ser interessante para os maiores políticos, que as aulas não sejam ministradas e o conhecimento não chegue à população. Talvez seja uma forma de manutenção do poder, pois, no futuro teremos uma mão de obra farta e desqualificada, fácil de ser manipulada e que receberá feliz da vida, de braços abertos o pão e o circo por eles pregados.
 Pior é pensar que para muitos dos nossos políticos e para a mídia marrom, que lucra com violência e morte é mais fácil construir cadeias, aumentar a violência e até criar projetos sobre reduzir a maioridade penal e etc., que simplesmente investir em educação e cultura. 
É bom lembrar que, com a redução da maioridade penal, já graduado no crime, se o jovem vai pra cadeia, a violência e insegurança só aumentam, pois, poderá ser pós-graduado onde aprenderá mais sobre a prática criminosa, e agora maior de idade, poderá sair mais qualificado para o universo em que se encontra.
E assim se inicia o ciclo da criminalidade, aumentando a violência e colocando cada vez mais gente nas cadeias. É preciso procurar entender que educação é necessária para que o Brasil alcance outro patamar de desenvolvimento e a partir da resposta, compreendermos o custo/benefício e como cada ente federado pode contribuir.
“Brasil, pátria educadora”, temos que transformar essa consciência em ação, para que o lema se transforme em realidade, tudo isso depende muito da participação e pressão social. Pode não ser fácil, mas, a Lei precisa ser aplicada com justiça, e quando ela for ineficaz precisa passar por reformas.
Sem nenhuma intenção de entrar na discussão sobre a maioridade penal, lembrando as palavras de Jesus: “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem”, em nossas orações podemos acrescentar a súplica: “Livrai-nos das maldades e das violências dos insanos inconsequentes que não sabem ou sabem o que fazem”.
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O mundo dos escroques e seus truques

Por que somos tão suscetíveis a golpes e fraudes?


O livro é um olhar fascinante na psicologia por trás dos estratagemas para ganhar dinheiro por meios desonestos 

As pessoas, a princípio, são confiáveis, uma qualidade importante no momento em que o progresso exige cooperação e, por esse motivo, mais confiança em seus pares. Os países com níveis mais altos de confiabilidade crescem com mais rapidez e têm instituições públicas mais estáveis. Cidadãos confiáveis são mais saudáveis, mais felizes e têm uma probabilidade maior de iniciar seu próprio negócio. 

Algumas pessoas agem de má-fé, mas, em última análise, poucas são desleais. Essa é uma ótima notícia para a humanidade e para os vigaristas.

Existem pessoas com um talento especial para inspirar confiança, como os “aristocratas do crime” descritos por Maria Konnikova em seu livro The Confidence Game: The Psychology of the Con and Why We Fall for It Every Time, um olhar fascinante na psicologia por trás dos estratagemas para ganhar dinheiro por meios desonestos, desde o esquema Ponzi de Bernie Madoff ao golpe clássico do jogo dos três copos e uma bola.

Os vigaristas mais talentosos têm um dom de persuasão especial: as vítimas são enganadas por livre e espontânea vontade e muitas não descobrem que foram ludibriadas.

As histórias do livro são muito interessantes. Bem antes de Madoff, William Franklin Miller, um homem com uma aparência de um colegial, convenceu alguns amigos em 1889 que suas “informações privilegiadas” na Bolsa de Valores de Nova York garantiriam um retorno semanal de 10% no mercado de ações.

A notícia espalhou-se com rapidez. No final do ano, Miller tinha quase US$1,2 milhão em depósitos de mais de 12 mil investidores.

Mesmo depois que os jornais questionaram sua sorte nos negócios, novos investidores lhe enviaram cartas com dinheiro dentro dos envelopes. Só após o julgamento a extensão de seu esquema fraudulento foi desvendada.

Miller não era um comerciante, mas sim um homem que descobrira que não era difícil vender uma história boa demais para ser verdade.

As pessoas iludem-se com histórias que apelam para a emoção em vez da razão. Estudos mostram que os juízes são com frequência mais influenciados por narrativas convincentes do que por provas concretas.

E os escroques sabem disso. Maria Konnikova relata histórias de vendedores ambulantes fingindo-se de médicos, membros da realeza ou pessoas importantes, todos dotados de uma imaginação fértil, uma lábia incrível e um enorme poder de sedução.

Os aristocratas do crime, como tão bem descreve a autora de The Confidence Game, também sabem que as pessoas gostam de ouvir que são especiais, que têm sorte e são inteligentes, ou que estão destinadas a grandes realizações na vida. Com um pouco de intuição é possível tocar nos pontos sensíveis das esperanças e sonhos de uma pessoa e convencê-la a acreditar em quase tudo.

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domingo

Tróia: história ou mito?



Em “História”, Heródoto escreve: “Até então não houvera de uma parte e de outra mais do que raptos; depois do acontecido, porém, os gregos, julgando-se ofendidos em sua honra, fizeram guerra à Ásia, antes que os asiáticos a declarassem à Europa. Ora, conquanto lícito não seja raptar mulheres, dizem os persas, é loucura vingar-se de um rapto. Manda o bom senso não fazer caso disso, pois sem o próprio consentimento delas decerto não teriam as mulheres sido raptadas”.
Pois é. A história de Helena de Troia, relatada na Ilíada de Homero, e até hoje sujeita a interpretações fantasiosas, agora mais cinematográficas que poéticas. Homero escreveu a Ilíada cerca de cinco séculos depois dos fatos então narrados. Por isso, naqueles tempos não se precisava de muito mais imaginação para aceitar Helena como filha de Zeus do que para, hoje, admitir Brad Pitt como o heroico Aquiles.
Já se tentou explicar as causas da guerra, com duração de cerca de 10 anos, com base em elementos econômicos e políticos. Tudo bem. Mas em verdade suas causas permanecem envoltas em mistério. Talvez existam motivos ideológicos, mais do que objetivos pragmáticos de conquista ou comércio.
Embora os escribas não tenham poupado palavras para exaltar o coragem de Agamenon, a bravura de Aquiles, o patriotismo de Heitor, a formosura de Helena, as aventuras de Ulisses, a fúria de Menelau e as intervenções dos deuses do Olimpo aqui e ali, o conto da guerra dispensa repetições.
Oitenta anos após o fim da guerra troiana, conforme sugere a história, as terras da maioria dos gregos que nela lutaram foram devastadas por invasores dórios. Transpor os mares e conquistar terras alheias das quais pouco se sabe, por motivos também obscuros, não é base para quem fica em casa.
O que se sabe, graças às descobertas arqueológicas de Heinrich Schliemann, em fins do século 19, é que Troia realmente existiu. Situava-se na atual Anatólia, ao sul de Istambul, em algum lugar próximo à cidade de Hisarlik. Após três anos de escavações, Schliemann descobriu mais de oito mil objetos que comprovam a veracidade da existência da cidade destruída por incêndio - talvez em 1180 a.C.,! -, provavelmente por invasores gregos, depois de existir durante pelo menos cinco séculos.
Em suas memórias, o arqueólogo escreveu: “Assim que eu aprendi a falar, meu pai narrou-me os grandes feitos dos heróis homéricos. Eu amava aquelas histórias; elas me fascinavam e me transportavam com o mais alto entusiasmo.
 As primeiras impressões que uma criança recebe nela perduram durante toda a vida; e embora meu destino fosse, aos 14 anos, tornar-me aprendiz no depósito de Ludwig Holtz, na cidadezinha de Furstenberg, em Mecklenburg, em vez de seguir a carreira científica para a qual eu sentia extraordinária predisposição, sempre preservei o mesmo amor pelos homens famosos da Antiguidade que desenvolvi na primeira infância”.
 
História ou mito? Ao caro leitor, deixo as conclusões.

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