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sexta-feira

Carnaval e cerveja...



O Carnaval se constitui em um dos fortes pilares da cultura brasileira e, paralelamente, uma fonte espetacular de promoção do turismo verde e amarelo. Tanto assim que, no período dedicado ao Rei da Folia, portos e aeroportos, especialmente, tornam-se pequenos para receber as levas de turistas do mundo inteiro que aqui chegam para lotar os sambódromos do Rio de Janeiro e São Paulo, assim como as ruas de Salvador, Recife, Olinda, Porto Alegre e tantos outros centros que exibem as baterias de suas entidades, o gingado de cadeiras de suas morenas, a exuberância das rainhas de baterias, as tradicionais alas de baianas e, enfim, a cadência de um ritmo que somente o Brasil sabe fazer.

Apontamos os chamados grandes carnavais, mas, certo que em todos os cantos do País, todos mostram o que sabem fazer em matéria de samba no pé, em ornamentação e na atração de público, capaz de passar toda uma ou mais noites sem dormir para festejar a passagem da sua entidade preferida.

O período é, por assim dizer, uma maneira de tirar o povo do sério, fazer com que ele esqueça o dia seguinte, quando terá pela frente a dura jornada de trabalho e mais todo um ano pela frente, até que a festa retorne e, então, possa, novamente, exibir-se na avenida ou cantar o samba-enredo na arquibancada.

Esse é o Carnaval que gostamos de ver e aplaudir.
Infelizmente, muitos são os que, mais do que nunca, aproveitam-se do Carnaval para realização de atividades destrutivas, como comércio de drogas, assaltos, arrombamentos, roubos e o "encher a cara e sair para o asfalto", atrás de um volante sem pensar nas terríveis consequências do ato que está praticando.

Natural, pensam muitos, que beber uma cerveja ou outras bebidas alcoólicas, "puxar um baseado ou cheirar uma carreirinha" é positivo como motivação, dando aquele "embalo" de alegria que o Carnaval exige, mas esquecem-se de que, além do mal que provocam ao próprio corpo, ao final do baile ou das festa de rua, acontece o regresso para as casas e, aí, tudo se torna dúbio, pela falta de condições de dirigir e de ter uma família ao lado, ou mesmo, de zelar pela vida daqueles que saíram somente para buscar diversão e que, muitas vezes, ficam impedidos de voltar ao lar pela irresponsabilidade de outros.

O Carnaval, cujo objetivo é promover alegria popular, como uma festa pagã, tem se destacado pelo alto índice de acidentes e de crimes, que enlutam milhares de famílias a cada ano.

Aproveite o período e "vire criança"; pule, brinque, solte a voz embalado pelo sabor do samba, mas, antes de sair de casa, faça uma reflexão para conscientizar-se que Carnaval e álcool jamais formarão um casal perfeito.

Por Moacir Rodrigues.

Pense bem. Divirta-se com responsabilidade...

Um comentário:

Bia Hain disse...

Seria bom que as pessoas entendessem que é carnaval é sinônimo de festa, não de excessos. Ótimo texto, um abraço!