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sexta-feira

O trabalho escravo no país



Uma pesquisa feita pela Ipsos Public Affairs e encomendada pela organização não governamental (ONG) Repórter Brasil revelou que 70% dos brasileiros sabem que ainda existe trabalho escravo no país. Já 17% disseram que não existe e 12% responderam que não sabem.
Entre os entrevistados com mais de 60 anos, 61% disseram que o trabalho escravo ainda é praticado no Brasil. No grupo de jovens com idade entre 16 e 24 anos, 65% demonstraram ter menos conhecimento do assunto. Foram entrevistadas 1.200 pessoas em 72 cidades e feitas três perguntas opinativas sobre trabalho escravo.
Na pesquisa, 27% das pessoas ouvidas disseram não saber o que é trabalho escravo e 24% responderam que salário abaixo do considerado justo não configura trabalho análogo à escravidão. Entre os fatores que configuram trabalho escravo estão servidão por dívida, condições degradantes de trabalho, trabalho forçado e jornada exaustiva, itens que foram reconhecidos por (19%), (8%), (7%) e (1%) dos entrevistados, respectivamente.
Para a pesquisadora Fernanda Sucupira, da ONG Repórter Brasil, em entrevista publicada pela Agência Brasil, o patamar de pessoas que sabem que existe trabalho escravo é elevado e fruto da conscientização alcançada no decorrer dos últimos 20 anos por meio das campanhas e medidas de combate ao problema, mas, ao mesmo tempo, há uma parcela significativa da população que precisa ser sensibilizada.
Nas perguntas abertas viu-se com preocupação a resposta "não sei" quando perguntou-se o que é trabalho escravo. Há um nível elevado de consciência de que existe, mas as pessoas não sabem o que o define e como se caracteriza.
Segundo a líder de Projetos de Proteção da Fundação Abrinq, Andréia Lavelli, ainda existem muitos mitos em relação ao trabalho infantil, incluindo a descrença de sua existência, devido à banalização. É comum ouvir, por exemplo, que é melhor que a criança esteja trabalhando para ajudar família do que estar na rua.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), no Brasil são cerca de 3,331 milhões de menores trabalhadores, na faixa de cinco a 17 anos.
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quinta-feira

O antigo, o novo e o profundo


As mudanças dos conceitos antigos

Vivemos tempos intrigantes e eles impactam na educação ou dela resultam. O mundo contemporâneo superestima valores como exclusividade, novidade e originalidade, cada qual à sua maneira. Em geral, tais características têm marcas mais externas e individuais do que internalizadas e coletivas, sendo normalmente mais cosméticas e menos profundas. Porém, estamos na transição e nas mudanças todos os gatos parecem pardos, mesmo quando não são.
Exclusividade muitas vezes é vista como sendo possuir ou desfrutar de algo que os demais não podem ter. O futuro incorporará a este conceito elementos de criatividade, especialmente reconhecidos pelo eventual impacto positivo ao bem comum.
Aquilo que é medido hoje pela exclusão, terá como principal indicador ser, ou não ser, compartilhável. Novidade está, por vezes, associada a fazer uso individual em detrimento dos demais, independentemente do valor em si. Na fase mais madura, é possível que, transcendendo o modismo simples, novidade significará, principalmente, se distinguir por ousar, ser diverso do antes e valorizada pelo pioneirismo ou nível de inovação.
Originalidade costuma ser confundida com aquilo que distingue, inibindo os demais de usufruir. Tempos virão em que ser original, essencialmente, significará propiciar bens, serviços e experiências de qualidade para muitos.
As tecnologias digitais são as grandes geradoras dessas transformações, porém, elas, isoladamente, não têm as soluções para uma transição adequada. Educação tem, por certo, um papel central neste processo, ainda que não exclusivo. Pensar as novas metodologias compatíveis com os propósitos acima representa um grande e complexo desafio contemporâneo. O que se sabe é que, em princípio, as tecnologias digitais permitem transformar escassez em abundância.
Desenvolver metodologias de aprendizagem inovadoras para um mundo em que conhecimento, progressivamente, se transforma em commodity barata e de fácil acesso, significa ter respostas para um conjunto adicional de competências que o ensino tradicional não consegue mais dar conta.
Muito além da cognição, mais associada à recepção de informação ou ao simples aprender, o desafio passa a ser o desenvolvimento de habilidades metacognitivas, ou seja, o incremento da consciência do educando acerca dos mecanismos segundo os quais ele aprende, ou seja, o aprender a aprender.
Enquanto podemos considerar razoável mensurar cognição por horas ou créditos, cristalizados em notas de testes clássicos, a aprendizagem metacognitiva não está diretamente correlacionada ao tempo dispendido ou mesmo à informação acumulada no período, tornando a avaliação dos níveis metacognitivos muito mais sofisticada.
O ambiente educacional que estimula aprendizagens inovadoras implicará em inéditos processos educacionais. Entre eles, destaco, a título de ilustração, a aprendizagem que se inicia com um conjunto de cursos, majoritariamente disciplinares e basicamente online, mais associados com o que estamos acostumados em termos de transmissão de conhecimento.
 Na sequência, ou em paralelo, a complementação do processo via a participação ativa em um “campus físico”, ou espaços similares, visando à execução de projetos, em geral interdisciplinares e desenvolvidos em equipe. A completeza do pensamento crítico, a preparação ao processo de aprendizagem contínua ao longo da vida e as habilidades em solução de problemas vão se dar, principalmente, nesta segunda etapa.
Quando o novo se afastar do antigo e emergir o mais profundo, os conceitos atuais de exclusividade, originalidade e novidade estarão profundamente modificados.
Mais do que desfrutar individualmente de um bem ou serviço, em geral valorizado pela exclusão dos demais, no futuro, serão especialmente reconhecidas a capacidade de criação e a disponibilização abundante de produtos e processos que contribuam e sejam compatíveis com o desenvolvimento econômico, social e ambiental harmônico e sustentável.
Pode parecer ingênuo, mas não é. Se não soubermos onde queremos chegar, melhor nem ousar trilhar os novos caminhos.
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Os primeiros dias da criança na escola


Fevereiro já está quase chegando e, com ele, o início do ano letivo escolar. Alguns pais, por diversos motivos, precisam colocar os filhos em creches logo nos primeiros meses de idade. Outros optam por deixá-los com familiares ou babás. Certo é que, mais cedo ou mais tarde, chega o dia em que ingressam na escola. Quanto mais nova a criança, mais fácil e rápida será sua adaptação, pois os bebês menores não têm perfeita noção daquilo que os rodeia e conseguem se acostumar com mais facilidade a outras pessoas que não são de seu convívio. Ao contrário dos pais que, ao separarem-se dos filhos ainda bebês, passam por um processo doloroso de adaptação.
Deixar, pela primeira vez, um filho aos cuidados de pessoas desconhecidas é uma experiência difícil. E sabemos que, quanto menor a criança, maior a angústia dos pais. Apesar do sofrimento, é possível enfrentar este período tão complicado. Veja algumas dicas:
- Antes de matriculá-lo, conheça mais de uma escola para poder decidir por aquela que passou maior segurança.
-_ Em caso de adaptação com bebês, deixe o pequeno sentado para que ele enxergue os demais à sua volta. Deitado, ele só verá o teto, o que torna mais demorada a adaptação ao novo ambiente e aos novos estímulos. Com as crianças acima de um ano, passeie pela escola e mostre que aquele ambiente é seguro e divertido.
- Durante a adaptação, as crianças apresentam comportamentos diferentes. Há crianças que choram e outras que não. Não podemos esquecer que crianças pequenas possuem pouca ou nenhuma fala. Assim, o choro pode ser um protesto, uma forma de manifestar desejo de continuar no colo da mãe, mas não significa necessariamente que ela não irá se divertir na escola.
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quarta-feira

A face do poder no Brasil



A Petrobras ainda é alvo de investigações, e, a cada novo depoimento dos investigados na operação Lava Jato, vêm novas denúncias. Agora, é a vez de Nestor Cerveró declarar, sobre juramento, à Procuradoria-Geral da República (PGR), em fase de acordo de delação premiada, que o governo do PSDB, na época de FHC, recebeu US$100 milhões com o negócio da Pérez Companc.
Porém, o preocupante é a certeza que todos os envolvidos nessas maracutaias foram contemplados com cargos do alto escalão nas empresas públicas, entraram, na penumbra da noite, pela porta dos fundos e, não por concursos, com o único intuito de beneficiar os cúmplices nesse esquema de corrupção, ou seja, são quadrilhas que agem dentro dos partidos políticos, com o apoio dos militantes e encobertos por siglas socialistas. Lá, estrategicamente usam de funções de diretoria para abrir as portas do cofre público.
Dessa forma, fica evidente a intenção política de todos os partidos. Mas, o curioso é que o PT, através de Lula, apresentou-se como o partido salvador dessas estripulias com o erário, imaginava-se que, jamais, participaria dessas falcatruas e, pelas denúncias dos gritões petistas, a tomada do poder era exatamente para encerrar o ciclo de venda de favores políticos e distribuição de cargos, em troca de aprovações de projetos do governo ou de usar a política para organizar ações criminosas. Todavia, para a decepção dos eleitores, isso ocorre com mais frequência no governo petista, logo, os componentes do PT igualaram-se com os mais baixos exemplos da política ordinária.
O presidente Getúlio Vargas dissera exatamente isso após a revolução de 30, que o Congresso Nacional era uma corja de corvos. Sem o Parlamento, o Brasil caminharia e alcançaria as necessidades do povo – “O período ditatorial tem sido útil, permitindo a realização de certas medidas salvadoras, de difícil ou tardia execução dentro da órbita legal. A maior parte das reformas iniciadas e concluídas não poderia ser feita em um regime, em que predominasse o interesse das conveniências políticas e das conjunções partidárias”.
Sobre esse ponto de vista, está comprovado que a politicagem está deteriorando a nossa “Pátria amada”, o PT de Lula e de Dilma é igual aos demais partidos, e, além disso, aperfeiçoou e organizou, metodicamente, a máfia da corrupção no Brasil, qual a verdadeira razão para ele continuar no poder? E, se está apontado, na Constituição Federal, o livre exercício do Ministério público e do Poder Judiciário, por qual motivo não impedem a continuação do mandato da presidente? Por pura politicagem!
O incrível disso tudo é a presidente dizer que Eduardo Cunha usa o cargo de presidente da Câmara dos Deputados para se esquivar de um processo de cassação de mandato e, ainda, ostenta a tese que ele, somente, aceitou o pedido de impedimento do mandato dela por vingança política. Vejam só! Os politiqueiros, pela primeira vez, falam a verdade, para isso bastou estarem bravos uns com os outros. Na verdade, não é a PF que está fazendo um bom trabalho, é a vingança!
Quanto ao impeachment, a presidente abusou de seus poderes e foi impor suas vontades ao STF e ao Senado Federal, com isso, interferiu na autonomia dos poderes, isso não foi legal. Também lá atrás, em sua campanha de reeleição, em uma de suas falácias e balelas, chamou a maior crise brasileira de “marolinha” e, após assumir o seu segundo mandato, a presidente cancelou os incentivos às indústrias automotivas e de eletrodomésticos, reduzindo o financiamento habitacional e elevou os juros. Ainda, autorizou o aumento do custo da energia elétrica e da água. Do mesmo modo, cancelou as construções dos cascos das plataformas no Brasil e, ainda, vem mais aumentos de impostos a caminho.
Será que esse é o melhor modelo de governo que o Brasil pode ter? Um governo que, ainda, diz que a Educação é seu forte, e mais de 50 mil jovens zeraram a redação no Enem?
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terça-feira

Carreira: o jovem e sua necessidade de outras possibilidades

Pensando na construção do futuro



Imagine a seguinte situação: dois distintos jovens estudantes de Ensino Médio de escola pública percebem que seus sonhos e objetivos para uma vida feliz e plena, não passam pela faculdade ou pelo curso superior. Um, sonha com uma vida empreendedora, abrir e cuidar do próprio negócio, ser um microempresário, aprender a poupar, investir, gerenciar e fazer vingar uma ideia rentável. Contudo, o aprendizado escolar é voltado mais para uma vida universitária futura que para a vida de uma empreendedor, e isso o desmotiva por completo com a escola. E, justamente por não receber da comunidade escolar a orientação e conhecimento necessários para refletir se investe, ou não, no seu projeto pessoal e como deve fazer isto, este jovem começa a ver na escola, mais um empecilho que uma facilitadora de sua provável nova carreira. Por fim, ele pensa em desistir da vida escolar para ‘tentar a sorte’ no mercado informal.
De maneira igual, o outro jovem, sensível para a arte e para a tecnologia, começa a enxergar seu destino não como advogado ou médico, mas como DJ, cantor, compositor, desenvolvedor de games ou artista plástico. A vida artística e criacional parecem ter mais impacto em sua alma que a vida acadêmica e, por fim, considerando a escola como um “mal desnecessário”, ele abandona os estudos para trilhar seu próprio caminho, às vezes sem conhecimento, expertise ou orientação adequada.
Estes exemplos, ainda que hipotéticos, podem servir de alerta para uma verdade inescapável para muitos, neste início de matrículas em cursos superiores: a universidade, ou melhor, o curso superior não é, nem pode oferecer, garantias de felicidade e sucesso na vida. Observe aqueles que, já formados num curso superior, se descobrem infelizes na sua carreira escolhida e percebem (às vezes com certo delay), que poderiam ter tido mais sucesso em outra área – muitas vezes anos-luz de distância do diploma. No curso da vida, o indivíduo pode descobrir que teria tido mais sucesso, ou antes, que sua vocação estaria mais bem engajada em outra formação. E, pior, uma formação cujo início, muitas vezes, não é facilitado nem pela sociedade, nem pela família, muito menos, pela escola. Se analisarmos bem, a busca por se tornar artista ou um empreendedor já são atividades bastante arriscadas (no sentido de não haver garantias nem muito incentivo), ainda mais quando a comunidade escolar não foi orientada a dar apoio – seja mostrando o leque de ocupações humanas além da faculdade, seja as orientações para quem está em dúvida se faz Direito ou compra uma aquarela. Em tais casos, o desafio da autodescoberta torna-se ainda mais árduo e, muitas vezes o jovem se vê incomodado por não saber a quem recorrer nem quais são suas inteiras opções e perspectivas.
Destarte, ao procurar iniciar uma reflexão sobre o movimento de milhares de jovens em busca das faculdades que iniciam agora seu período letivo, possamos também refletir sobre o porquê de haver tantos jovens apostando suas fichas em cursos sem muita aderência com sua própria pisque e talento. E, das reflexões, uma me parece promissora. Buscar instituir na Educação Básica, minicursos de Economia Criativa e a Escrita Criativa, certamente é de grande relevância não só do ponto de vista do indivíduo, mas também coletivo, visto que estas são atividades eminentes para a formação, o desenvolvimento social, cultural, sustentabilidade, inclusão social e inovação tecnológica do Estado.
Inspirado na expertise reconhecida dos projetos como os da Junior Achievement (que ministra oficinas, de poucos encontros semanais de 45 a 60 minutos cada), um professor habilitado poderia ministrar assuntos como: Introdução ao Mundo dos Negócios, O papel do Governo na Economia, Funcionamento do Dinheiro, Planejamento financeiro, Cooperativas, Mercado de livre iniciativa, entre outras coisas. Já para as aulas de Escrita Criativa, a base é a visão de Economia Criativa proposta pela Unesco, assim como aquela adotada Ministério da Cultura. Na disciplina deveria ser ministrado, em ambiente escolar, o desenvolvimento criativo relativos às áreas de Artes visuais, Audiovisual, Comunicação, Design, Games, aplicativos e startups, Editoração, Artesanato, Moda, Música, entre outros.
Baseado nisso, se houvesse uma lei estadual a favor da proposta, seria estabelecido como direito amplo, líquido e certo (ou seja, direito já estabelecido e/ou consagrado por lei vigente) o que, até hoje tem sido filantropia ou ações pontuais de poucas escolas, professores, artistas e empresas. Neste intuito, as políticas educacionais estaduais estariam estimulando, não a diminuição da busca pelo diploma de curso superior pelos estudantes de escola pública, mas sim, a diminuição da evasão escolar, tão comum no meio artístico e microempreendedor hoje em dia. Além disso, a escola teria um papel fundamental no envolvimento e formação do jovem, à medida que poder-a oferecer orientações para educação financeira e cultural e sustentável do indivíduo interessado.
Por fim, tal política de orientação (que ainda precisa ser discutida com toda sociedante e com participação intensa da comunidade escolar e dos envolvidos), teria o fim de tornar viável a democratização do acesso à informação, treinamento, orientação e reflexão para jovens e adultos que sonham com outras possibilidades, pois, com a orientação vem a reflexão e a decisão mais acertada do jovem diante da responsabilidade de moldar seu futuro. Afinal, não se deve marginalizar o sonho de ninguém. Ainda mais quando este não passa pela via do diploma.

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segunda-feira

Volta dos que não foram


O vice decorativo Michel Temer fez que ia, mas não foi. Ele avançou muito na direção oposta à da presidente Dilma Rousseff, estimulou a banda oposicionista do PMDB, divulgou a carta malcriada que enviou a Dilma e por um bom tempo deu sinais de apoio ao impeachment. Isso passou. Temer agora passa a sensação de estar recuando. O tom em relação a Dilma mudou.
Há muitas possibilidades e infinitas versões para as idas e agora vindas de Temer rumo a Dilma e contra o impeachment, mas um traço da personalidade do vice permeia as discussões sobre motivações: o pragmatismo. O recuo não é por amor, mas por necessidade.
Quando o impeachment parecia uma opção real, o professor de Direito Michel Temer dizia que precisava estar pronto para cumprir suas “obrigações constitucionais”. Agora que parece irreal, o político Temer acha mais prudente tapar os buracos na relação com Dilma e pavimentar a estrada que leva o governo de ambos até 2018. Já que Dilma não deve cair, melhor ficar bem com ela. Ou menos mal.
Além disso, há a questão central: o PMDB. A prudência ensina que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Antes de almejar subir de patamar, da Vice para a Presidência, Temer precisa mostrar que ainda manda no partido que preside desde 2001. Senão, é melhor ter juízo e “obedecer” à hierarquia, torcendo para surgirem “fatos novos”.
Diante da crise ética, política e econômica que se abateu sobre o país em 2015, primeiro ano do segundo mandato de Dilma, Temer passou a ser cortejado pelos antipetistas do PMDB, velhos aliados do PSDB, empresários desesperados com a recessão e líderes sindicais acossados pelos índices de desemprego, todos querendo “uma solução para a crise”. Vaidoso e docemente constrangido, rendeu-se ao assédio.
Só que o tempo passou, o Planalto confirmou o poder da caneta, o PT está ferido, mas não morto, e o pior é que o PMDB continua apostando que “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. Boa parte dos peemedebistas achou melhor voar baixo com a presidente do que não sair do chão com o vice e seus aliados.
Quando olhou em volta, Temer descobriu que podia virar uma ilha cercada de adversários. No Planalto, montou-se um quartel-general para disputar o PMDB com ele. No Senado, o presidente Renan Calheiros e sua tropa aliaram-se ao Planalto contra Temer e Eduardo Cunha na Câmara. No Rio de Janeiro - único estado governado pelo PMDB no “triângulo das Bermudas” -, o governador Pezão alinhou-se com o prefeito Eduardo Paes a favor de Dilma, contra Temer.
Só esse cerco pode explicar o que parecia inexplicável: um novato inexpressivo como Leonardo Picciani derrotando as raposas Temer, Cunha, Eliseu Padilha e Moreira Franco e mantendo-se líder na Câmara contra eles. Picciani não é Picciani, ele é instrumento de Dilma, Jaques Wagner, cúpula do PT, Renan, Pezão, Paes, Eunício Oliveira...
Como a derrota na Câmara parece certa, Temer pretende sair de Brasília e viajar pelo país para se encontrar - ou se reencontrar - com os governadores que controlam as bancadas e os votos da convenção de março em que disputará mais uma reeleição à presidência do PMDB. Perde os anéis (a liderança na Câmara) e tenta salvar os dedos (o comando do partido).
A Lava Jato expõe as entranhas do governo Lula, a crise econômica escancara a incompetência do governo Dilma, as delações premiadas pegam de jeito o governista Renan e tudo isso pode gerar reviravoltas. Até lá, Temer continua distante de Dilma, mas quem espera críticas ácidas dele contra ela pode tirar o cavalinho da chuva. Se o impeachment subiu no telhado, o vice pulou de volta para o lado governista. Pelo menos até março.

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O amor recebido não é igual ao que se dá!


Que você e todo mundo quer ser feliz no amor, isso é óbvio! E até deveria ser óbvio também sentir-se merecedor dessa felicidade na área afetiva. Mas, pelas mais diferentes e inimagináveis razões, muita gente, bem lá no fundo, não se acha merecedora!
E o maior problema, na verdade, talvez nem seja não se achar. Porque para isso existe solução. O maior problema é a pessoa achar que merece, mas viver como se não merecesse. É a típica pessoa insegura, com baixa autoestima, mas que veste uma máscara de forte, segura e confiante e vai vivendo aos trancos e barrancos.
Só que sua aparência não é suficiente para que ela pare de sentir sempre uma dor no peito, com uma tristeza que faz doer a garganta, com uma sensação de que o melhor da vida está a uma distância impossível de alcançar.
Pois é, se você sente-se assim, a questão é uma só: enquanto você não enxergar a si mesmo, incluindo suas qualidades e suas limitações, acolhendo, respeitando e amando quem você é, ninguém mais vai saber fazer isso. Simplesmente porque as pessoas nos tratam exatamente como a gente mesmo se trata. É inconsciente e infalível!
Se você vive criticando, julgando e rotulando a si mesmo, com medo de falar o que pensa, de incomodar ou de se colocar e ser humilhado, é assim, exatamente assim, que a pessoa com quem você se relacionar tende a tratá-lo.
Esta é a mensagem que ela recebe sem nem perceber. É isso que ela acaba vendo em você, apesar de sua aparência talvez forte e segura.
E, no final das contas, é para isso que servem os relacionamentos: para nos mostrar de que forma temos nos tratado. Porque a qualidade do amor que recebemos é exatamente a mesma qualidade do amor que damos a nós mesmos. Mas a maioria das pessoas ainda acredita que recebe o mesmo amor que dá aos outros.
Não! A gente recebe o mesmo amor que dá a si mesmo. Essa é a matemática. Essa é a fórmula.

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domingo

Falando de lá e de cá


Governado com mão de ferro por um ditador de opereta, pomboca e pongó, que se vale interna e externamente de uma verônica hostil de cunho postiço, a Coreia do Norte, ao contrário da sua rival, a Coreia do Sul, é um país pobre.
 Fotos de satélite patenteiam grandes centros urbanos norte-coreanos às escuras, condição que se exacerba na longa temporada de inverno. Esse é o móvel pelo qual os testes atômicos norte-coreanos são sempre efetivados no início do ano.
Exibir cogumelos nas telas da TV estatal pode ser um bálsamo baratucho para a falta de aquecimento e de gêneros alimentícios básicos nos lares dos concidadãos de Kim Jong-un. A atração reservada pelo déspota para este janeiro de 2016 é um novo tipo de artefato: a bomba H.
Verdade ou não, a notícia sobre o teste realizado "com sucesso" com uma bomba de hidrogênio caiu como um petardo sobre o planeta já assombrado pelo piripaque das bolsas chinesas e pelas guerras do Oriente Médio.
A bomba H, sabe-se, utiliza a fusão do átomo em cadeia e causa uma explosão mais potente que a nominada bomba atômica, chimpada em Hiroxima e Nagasaki, que se vale da fissão nuclear. Pelo sim pelo não, caro amigo, o mundo civilizado precisa ingressar em estado de alerta.
Do lado de cá, em solo tupiniquim, após encontro da presidente Rousseff com o padrinho e chefe político, em Brasília, o ministro Jaques Weber, autoinstalado também no papel de porta-voz oficioso desde a virada do ano, entendeu por bem notificar que o governo do PT "não tem coelho na cartola". E mais. Diz que o governo, ao contrário do que dizem por aí, vai persistir na busca do equilíbrio macroeconômico e fiscal. Tudo bem. Vou fingir que acredito.
Wagner adita ainda que o Palácio do Planalto não opera com "soluções mágicas" para a economia e se alguém alimentar essa expectativa "vai quebrar a cara". "Muita gente", diz o ministro, "fica perguntando quando sairá a grande notícia. Nós não estamos mais em tempos de pacotes e grandes notícias". Cabe dizer que foi o próprio Palácio do Planalto que deixou escapulir a intenção de adotar medidas para "dar um gás" à economia, supostamente debilitada pelo excesso de foco no ajuste fiscal do ex-ministro Levy.
E isso que se afirmava que Jaques Wagner era o "homem de Lula" no ministério. Da reunião entre a presidente e Lula, o que se ficou sabendo é que o ex-presidente teria sim pedido, exatamente, "medidas concretas" para acoroçoar a economia nacional. O ministro concluiu que os colegas da Fazenda e do Planejamento cuidam das ações para a retomada da economia, mas insistiu que não haverá nada "bombástico".
O discurso de Jaques Wagner - recentemente citado na Lava Jato! - é correto. Mágicas sem lastro, a essa altura do campeonato, fariam mais mal do que bem ao país. A questão é se o novo porta-voz discursa para a plateia ou fala a verdade.
Esse será o primeiro jogo que o Planalto precisará vencer na tentativa de soerguer a economia e recuperar a credibilidade perdida. A fase interativa do ministro já começou com uma admissão de erros. Melhor assim!
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sexta-feira

Cansados porque não descansam

O equilíbrio entre trabalho e o descanso


Muito trabalho, trabalho pesado cansa, mas o problema mais sério é que pessoas trabalham, mas não descansam. O descanso está inteiramente ligado à questão espiritual, pois nela o homem pode encontrar tempo para avaliar as coisas mais importantes da sua vida, inclusive o seu relacionamento com Deus.

Jesus vem para estabelecer o verdadeiro descanso: a paz com Deus, a paz com os homens, a paz interior. Milhões de pessoas todos os dias, fazem planos para os seus dias de férias, ou nos feriados.

 Intuitivamente, sabe, que o organismo está pedindo descanso. As emoções e os pensamentos já estão acendendo a luz amarela e pedindo uma “revisão”, uma parada na “oficina”.

Mas as vezes uma simples revisão pode não resolver,  pois o corpo descansa, mas a agitação interior continua a perturbar. Como alcançar o verdadeiro descanso? Tudo começa por distinguirmos as categorias de pessoas que necessitam de descanso: “as cansadas”e as “sobrecarregadas”. 

As cansadas são aquelas que perderam as forças ao trabalharem muito pela sua própria sobrevivência. As sobrecarregadas entretanto são aquelas que adicionam um peso extra ao das suas próprias vidas. Estão sobrecarregadas porque levam as suas cargas e também o fardo de outras.

Quando olhamos para a situação humana e real neste mundo, vemos o quanto as pessoas estão esgotadas, depressivas, cansadas, ansiosas. Não descansam corretamente, não se voltam para a verdadeira fonte de descanso, que é Deus é meditação espiritual.

Coração e alma tranqüila completam o descanso físico, a fuga da rotina. Muitos buscam coisas mais agitadas e frenéticas ainda. Escravos de vícios, de manias, não param e acabam sobrecarregando ainda mais as suas vidas. Não é a cadeira, a rede que descansa o homem, mas sua cabeça, sua alma em paz. 

Jesus diz na Bíblia: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

O nosso trabalho, qualquer que seja, não deve ser um peso mas motivo de gratidão a Deus. Tudo faça com amor e certamente o trabalho feito com amor e boa vontade cansa menos. 

se pode pensar e muitos acham que o trabalho é um fardo necessário apenas para o nosso sustento diário. O trabalho nos mostra que somos úteis a uma sociedade, independente do tipo de trabalho possui grande utilidade para todos, Um ‘gari’ por exemplo ou um ‘medico’, ambos são úteis.

 Muitos trabalham sem férias, trocam por dinheiro e as vezes é circunstancial, entretanto os dias de descanso são indispensáveis, para se ter uma vida saudável e longa. Quem não descansa vive cansado, trabalha cansado e morre cansado. 

Quem descansa trabalha melhor, produz muito mais, tem um sono reparador, o relacionamento é mais agradável, o humor se mantém com sorrisos e alegria, espanta  a tristeza. È preciso encontrar o equilíbrio entre  trabalho e o descanso. 

No descanso a ocupação deve ser com algo que nos agrade. Se esporte, se a pesca, a natação, o acampamento, passatempos e assim o que te deixa satisfeito.

Se cansado e não dorme bem, nervoso, sem paciência procure o descanso, não descansar por descansar, mas um descanso que seja reparador e agradável. Se não descansar adequadamente, cansa os outros, vive cansado e morre cansado.

Descanse confiando em Deus, agradecendo, e buscando os pensamentos agradáveis de fé e de esperança. Seja feliz.


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Os áureos tempos de estudo

A educação abre portas

Folheando as memórias da vida, mas precisamente na década de 1990, nos idos de 1995, tempo de muita saudade, ano que se inicia a transmissão da TV Cultura nos estados brasileiros que, trazia algo diferente das outras emissoras privilegiava e enfoca até hoje o conhecimento, a educação não tendo como objetivo o lucro, a audiência, mas a cultura como forma de expressão tão importantes para um povo.
Dentre os programas que tenho grande saudade é um programa educativo que preparava os estudantes para o vestibular em uma plataforma de ensino com professores qualificados que ensinava para os alunos que terminavam o antigo segundo grau para conseguir passar no vestibular.
Este programa tinha o nome sugestivo Vestibulando com uma inovação para época onde os professores ministravam as aulas em um computador com resumos das matérias e explicavam todo conteúdo que às vezes fazia a gente pensar que eram conhecidos, pois tinham uma grande empatia com o publico estudantil que os assistia todos os dias.
Todos as matérias eram dialogadas com os estudantes de uma forma que tínhamos um amplo conhecimento, se ensinava todas as matérias que eram: Português, Geografia, História, Redação, Química, Biologia, Literatura e Inglês e consistia de forma lúdica que entendíamos tudo que era explicado pois era de uma método simples e abrangente.
Que alegria todas as manhas levantar cedo e assistir ao Vestibulando que se iniciava às oito horas e terminava às nove horas da manha era muito bom saber que estava preparando para um futuro que mais tarde iria chegar com grandes objetivos alcançados.
A educação deve ser algo primordial, ser sempre trabalhado e este programa ensinava isso, abordando todos os conteúdos de forma objetiva que não cansava o telespectador entendo que este meio tão fácil de educar deveria fazer parte das nossas emissoras de televisão que poderiam fazer que as pessoas tivessem acesso a cultura e educação tão essenciais para uma sociedade que quer mudar seus rumos buscando uma vida justa que façam que sejam articuladores de novos tempos de mudanças.
Naquela época esse método de ensino foi inovador, pois possibilitava que pudesse aprender sobre vários assuntos que não tinham conhecimento, principalmente redação onde o professor Ary sempre dizia que para escrever uma redação deve-se ter o habito de escrever, pois somente assim se aprimora na forma da escrita, escrevendo e corrigindo para uma pratica cotidiana.
O programa Vestibulando deveria voltar, pois creio que há uma grande multidão que necessita sempre mais como foi o meu caso, porque há alunos que não tem a oportunidade de pagar um cursinho bom, entendo que hoje com o advento do Enem seria fundamental um novo Vestibulando reformulado que ajude este aluno a tirar a ansiedade e possibilitar seu ingresso em um curso superior que almeja.
Passar no vestibular sempre foi um sonho que acalentei por vários anos e com a ajuda dos professores do Vestibulando, aprendi muito que consegui entrar em uma universidade e concluir o curso universitário, meta tão importante na minha vida.
De forma alguma não vou desmerecer os professores que ajudaram na minha vida estudantil, desde o período inicial, primeiro grau, segundo grau, pois são professores abnegados que recebem baixos salários, mas que são uns verdadeiros heróis.
Estes professores foram importantes para que obtivesse êxito no estudo, mas não posso negar também a grande colaboração do programa Vestibulando que foi uma alavanca de grande relevância em minha vida transformando minha maneira de ver o mundo, a sociedade e entender as várias formas de compreender a vida.
Por fim gostaria de frisar que a educação abre as portas para o mundo do conhecimento, da liberdade criadora que possibilita inventar estórias fictícias e histórias verdadeiras, crônicas que transformam a vida. Em suma, Vestibulando, um programa que deve ser repensado novamente para que a semente do conhecimento brote a cada dia da vida presente para um novo esboço de uma conjuntura elevada.
São os Áureos Tempos de Estudo que trazem a certeza que o tempo bom passa e fica na memória e o estudo é a grande nobreza sempre respeitando a cultura de cada um para se ter o ensinamento do bom principio comum.
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Momento de desejos, desafios, disputas...



Desejos de dias melhores...
Desafios, porque precisam ser novas as estratégias, para que sejam outras, todas as coisas ...
Disputas, porque o mundo é competitivo...
E, nesse afã de desejos, desafios e disputas, por exemplo, o comércio coloca seus produtos em liquidação, para fazer a economia girar ou, mais precisamente, para pagar suas contas, fruto de uma política econômica devastadora.
O Esporte Clube São Paulo faz rugir, com toda natureza de “feroz leão”, o desejo de jogar o Gauchão, preparando-se com a garra que lhe é peculiar nessa fase de pré-temporada.
Neymar não foi eleito o melhor do mundo, mas disputou o título com Galhardia. E Wendell Lira, despretensiosamente tal qual Davi, analogia trazida por ele, no crédito do seu dedicado trabalho, recebeu o prêmio pelo gol mais bonito; gol de bicicleta, sem “pedaladas”!
Golias, era o indicado para vencer os filisteus. Forte, preparado para batalhas sangrentas. No entanto, Davi, com apenas uma funda, desafia o inimigo e dá fim ao embate, saindo-se vencedor.
O humilde atleta, além do primoroso chute, nos deixou exemplo de desejo, desafio e disputa, com lisura e simplicidade. Simplicidade, que se revelou em sua fala “digo da minha alegria de estar ao lado de jogadores, que eu só conhecia no videogame”!
Ficaram nos desejos, ainda, muitas cidades em que a festa Momesca foi suspensa. Motivo? Priorizar a saúde. Muito que bem, uma vez que seus governantes só podiam decidir “ou” ou “ou”; ambulância ou verba para o carnaval? Enquanto a regra deve ser “e” e “e”, pois a nossa Constituição diz garantir saúde, educação e lazer, em igual proporção.
Lastimavelmente, cofres vazios precisam retirar do povo, o que tanta satisfação acontece a muitos, inclusive aos comerciantes, mais uma vez penalizados.
No Cassino, a festa está garantida para a euforia dos componentes dos inúmeros belos blocos e a fiel plateia que já se enfileira, para acompanhar os ensaios que acontecem, para que a festa continue sendo bonita, como se realiza todos os anos. Aleluia!
Abadás à venda! Lindos, no capricho! Alegorias prontas! Baterias a todo som! O vai e vem de foliões, nas lojas, à procura de adereços! Avenida sendo decorada, aliás, de bom gosto os primeiros bonecos iluminados, que já deslumbramos junto a uma das áreas de concentração dos blocos!
Filomena, a intelectual formiga, imaginem vocês, irá conhecer o Folclore Brasileiro. Como sempre o bom gosto imperou na escolha do tema e na originalidade de suas fantasias.
O bloco carnavalesco Bum Bum da Filomena, trará à Avenida, para os aplausos de todos, a representação das figuras folclóricas de Norte a Sul do nosso País; Prendas, Rainha do Folclore, Folia de Reis, Exaltação à Iemanjá, Comadre Florinda, Boneca do Maracatu, Riquezas do Folclore Brasileiro, Alas do frevo, das bruxas, a tradicional ala do zorro, a dedicada bateria e tantos outros, tendo como reserva agradabilíssimas surpresas.
É de preparar os olhos para ver tamanha beleza, as mãos para as palmas, os ouvidos para acompanhar o samba, que faz vibrar o corpo inteiro, pois Carnaval, na nossa praia, é de arrepiar!
Wendell desbancou o argentino Messi e o italiano Florenzi, dois favoritos gigantes!
Assim como Davi e o bravo goiano, vamos desbancar tudo e todos, que, porventura, venham a impedir que busquemos nossos desejos, nossos desafios, nossas disputas.

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quinta-feira

É preciso entender o novo aluno



Em menos de cinco anos, o setor de educação, que já tem vivenciado grandes mudanças, ficará ainda mais dinâmico. Tendências de mobilidade, educação sem fronteiras, modelos alternativos de ensino e big data, por exemplo, têm ganhado força na sociedade e exigem adaptações e criatividade das instituições de ensino superior tradicionais, que precisam criar estratégias para atender, com eficiência, o novo perfil de aluno que compõe boa parte do corpo discente  das  instituições:  os não tradicionais.

No Brasil, são considerados tradicionais, os jovens que saem do Ensino Médio com, praticamente, 18 anos, ingressam na universidade, estudam em período integral e não exercem outras atividades, além dos estudos.

Já os não tradicionais, geralmente, arcam com as próprias despesas acadêmicas; ingressam tarde na universidade, ou não dispõem de tanto tempo assim para os estudos, pois conciliam com outras responsabilidades.

E, de acordo com um estudo do National Center for Education Statistics, órgão norte-americano de educação, até 2020, 85% dos estudantes terão esse perfil.

Mas, como as universidades podem atender as exigências dos estudantes que dispõem de pouco tempo e querem se dedicar à universidade? Usando tecnologias e modelos alternativos  de ensino  e  aprendizagem  como ferramentas para atrair e reter esse aluno junto à Instituição de Ensino e à comunidade acadêmica.

Nesse cenário, o ensino a distância e o blended learning, conhecido igualmente como ensino híbrido, por misturar o presencial e o on-line, serão capazes de atender o novo aluno. E, com o apoio de novas tecnologias que podem
simplificar os investimentos em educação, as instituições conseguirão centralizar o ensino no aluno.

Algumas ferramentas já permitem a interação do aluno com o conteúdo, professor e colegas de classe; e outras, como as analíticas, oferecem dados estratégicos para os professores e instituição de ensino.

Dessa forma, é possível conhecer a jornada acadêmica, identificar dificuldades pontuais e atender o aluno individualmente. Existe,  ainda, espaço  para  tendências  e  metodologias  como  as  de  aprendizagem  ativa, educação sem fronteiras e a mobilidade, que devem estar alinhadas à estratégia pedagógica das IES.

Por isso, para que as instituições consigam melhorar a qualidade da educação, é preciso rever o modelo tradicional de ensino, que foi criado para ser replicado em massa e está comprovadamente defasado, para dar espaço às novas técnicas e tecnologias, a fim de atender o aluno de forma individual, identificar e trabalhar suas dificuldades de forma pontual, contribuindo efetivamente para o seu desenvolvimento. Não se pode ter medo de experimentar.

É preciso vencer o formato passivo de aula e centralizar o ensino no estudante, tornando-o protagonista de sua trajetória de aprendizagem, e para fazê-lo, algumas dessas tendências tornam-se  estratégias necessárias para construir uma educação mais ativa e envolvente.

Afinal, o que leva o aluno a escolher uma instituição de ensino superior? É apenas a distância? A nota do curso no Enade? Não. Hoje, essa escolha é norteada por uma variedade de fatores que podem, de fato, contribuir para o futuro do estudante como profissional e na metodologia que mais se encaixa no seu perfil.

Já começamos a ver a tecnologia facilitando a inclusão de novos modelos de ensino e aprendizagem, e instituições investindo em inovações e estratégias para ajudar a atender o novo aluno.

E, em pouco tempo, não teremos mais um
modelo de aprendizagem brasileiro, ou modelo americano, mas diversos modelos integrados que poderão ser usados para alcançar uma mesma finalidade: a expansão do conhecimento.

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